Viajando No Mundo dos Contos de Fada

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA/PNAIC

PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA/PNAIC

Clientela: Alunos de 1º ao 3º ano
Duração:  8 aulas distribuídas em 2 vezes por semana.

Objetivo(s)/ Direitos de Aprendizagens:
  • Analisar os números quando se soma 10;
  • Notar as transformações que se produzem nas notações numéricas ao somar ou subtrair outras quantidades "redondas".
  • Realizar inferência em texto de diferentes gêneros lido pela professora.
  • Construir a noção de agrupamento de 10 em 10.
  • Compreender o processo de desagrupamento.
Conteúdo(s): 
  • Resolução de problemas que exijam a utilização de escalas ascendentes de 10 em 10;
  • Análise e formulação de "regras" sobre o valor posicional.
  • Agrupamento e desagrupamento.
  • Leitura.
Material necessário: 
·         Livro para leitura pela professora: Os dez sacizinhos;
  • Cópias dos problemas;
  • Miniaturas de cédulas de dinheiro
  • Jogos construídos: Ganha cem primeiro e Gasta cem primeiro;
  • Materiais utilizados nos jogos: palitos de picolé, cartolina, liguinhas elásticas, dados;
Procedimentos metodológicos:
1ª etapa:
·         Apresentação da sequência utilizando a obra complementar: Os dez sacizinhos. Mostrar a capa do livro, autor e perguntar se os alunos já leram ou viram a obra. Questionar, de qual será o assunto do livro? De quantos sacizinhos o livro fala?
·         Realizar a leitura do livro para os alunos, mostrando as páginas.
·         Após a leitura proponha a seguinte atividade, organize a turma em duplas e proponha que todas resolvam o seguinte problema: "Calcule quantos reais cada criança possui e anote ao lado do nome de cada uma".

Atividade: se preferir usar os nomes dos alunos da turma.
Vitor - três notas de 10 reais: _________________
Adriele - sete notas de 10 reais: _______________
Gabriele - cinco notas de 10 reais: _____________
Yuri - duas notas de 10 reais: _________________
Letícia - oito notas de 10 reais: ________________
Evely - quatro notas de 10 reais: _______________
Vinícius - seis notas de 10 reais: _______________
Rafael - nove notas de 10 reais: ________________
Em seguida, organize um momento de socialização e trocas das estratégias utilizadas para resolver o problema. É possível saber quanto cada criança tem sem contar de 1 em 1? Como fazer? Para resolver essa situação, as crianças podem se apoiar em um quadro numérico ou na fita métrica.
2ª etapa:
Objetivo pedagógico: construir a noção de agrupamento de 10 em 10.
Observações sobre a proposta: o jogo ajuda a criança a construir a noção de agrupamento de dez em dez, ou seja, a cada dez palitos, forma-se um grupo. Além de mobilizar a ideia de formação de agrupamento simples (formação de um grupo de dez, por vezes chamado simplesmente de grupo ou de amarrado pelas crianças), mobiliza também a formação de “grupo de grupo” (dez grupos de dez palitos, que são cem palitos). Assim, forma-se um novo grupo (muitas vezes cha­mado de “grupão” ou “amarradão” pelas crianças). No terceiro ano da alfabeti­zação este processo de agrupamento pode se expandir para quantidades maiores (mil ou mais).
Para realizar esta atividade a criança fará uso de cálculo mental, de adição, de contagem, de composição numérica, de associação da quantidade com o símbolo, de comparação de quantidades (minha com a do outro) e da construção da base dez. Neste jogo não há a preocupação com o valor posicional que aparecerá em outras propostas.

Objetivo do jogo:
Ganha quem primeiro formar o grupão: que é o amarrado de dez grupos de dez palitos. Quem primeiro formar o grupão levanta a mão com ele e declara em voz alta “ganhei CEM primeiro”.

Materiais:
-  Ao menos 100 palitos por jogador;
-  Ao menos 12 liguinhas elásticas (elásticos utilizados, em geral, para amarrar di­nheiro) por jogador;
- Dois dados, de preferência com algarismos. Se for com bolinhas, de prefe­rência que não seja o tradicional, isto é, sem constelação (sem a distribuição clássica das quantidades), fazendo com que a criança tenha que contar a quantidade indicada em cada dado, conforme observamos na figura a seguir. Os dados podem ter quantidades maiores que seis;
- 1 pote (que pode ser copo plástico ou embalagem de sorvete).
Número de jogadores: entre dois e quatro alunos.
Indicação: para alunos do 1º e 2º anos
Regras do jogo:
Na primeira rodada:

Cada jogador, na sua vez, lança os dois dados e pega a quantidade em palitos de acordo com o valor indicado pelo total de pontos dos dados. Todos os palitos devem estar inicialmente depositados no pote;
Se o resultado for igual ou maior que 10 a criança deverá usar a liga elástica para amarrar 10 palitos e formar um grupo. Se houver sobra, ela ficará na mesa sem amarrar para se juntar aos palitos ganhos nas próximas rodadas, a fim de fazer novos grupos. Caso o resultado seja menor que 10, o jogador deixa-os na mesa sem amarrar, esperando a próxima rodada na esperança de formar um grupo de 10.
O concluir a organização de seus palitos soltos e grupos, passa os dois dados  para o colega seguinte dizendo: “EU TE AUTORIZO A JOGAR”. Isto faz com que cada jogador tenha sua rodada garantida, e que os demais observem as contagens, correspondências, agrupamentos, aprendendo e refletindo, não apenas nas suas próprias ações, mas nas ações dos colegas também.

Nas rodadas seguintes:

Lançar os dados e cada vez que obtiver DEZ palitos, usar a liguinha elástica para formar um grupo, podendo ficar no final da rodada com palitos soltos e grupos.
Se tiverem soltos, estes palitos ficam acumulados para serem acrescentados  aos que serão ganhos nas rodadas posteriores, sendo que os mesmos ficam na carteira do aluno, organizados, de forma a não misturar com os dos cole­gas (isso também é Matemática) ou com os do pote. Os palitos inicialmente devem ficar no pote, visando a organização do material e para não haver mistura: a escola deve fornecer meios para ajudar a criança pequena, em pro­cesso de alfabetização, a se organizar.
Ao obter DEZ grupos de dez palitinhos, usar uma liguinha elástica para agru­par os dez grupos, formando um grupão. Assim feito, a criança levanta o grupão e declara em voz alta “ganhei CEM primeiro”. Caso levante os dez grupos sem os agrupá-los em um grupão, é punido perdendo um grupo de dez, que volta ao pote.
Quando um aluno se declarar ganhador, os colegas devem conferir se está tudo certo, ou seja, se o grupão é formado de dez grupos amarrados, e se cada grupo tem dez palitinhos.
O jogo não termina com a declaração do primeiro ganhador. O professor deve estimular os demais jogadores a continuar o jogo para ver quem ficará em se­gundo, terceiro lugar, e assim por diante. Quem já ganhou fica ajudando a con­ferir as quantidades que cada jogador está obtendo e organizando em grupos.
Registros das crianças:

Como neste jogo o foco é a formação de agrupamento simples (tem DEZ agru­pa) e de agrupamentos complexos (tem dez grupos de dez palitos, agrupa), sem ainda a utilização de algarismos para registros, devem ser valorizados os processos pictóricos, sustentados no desenho como registro da situação concreta. Também é possível o uso espontâneo dos algarismos para computar valores obtidos nas roda­das e nos acúmulos de palitos. Lembramos que a questão do posicionamento ainda não é objeto de construção neste jogo. Portanto, é natural e salutar que durante o jogo apareçam discussões sobre como, por exemplo, se registra trinta e dois pontos, “3 e 2” ou “2 e 3”. Diante de tais discussões, o professor pode buscar contextos mais amplos em que apareçam os números no cotidiano e no espaço da sala de aula: lista dos alunos, calendário, páginas do livro, placar numérico (tratado anteriormente), fita métrica, outros materiais presentes na caixinha matemática, etc.
Outra possibilidade para analisar essa mesma questão é propor um jogo de dados, estabelecendo que cada ponto do dado vale 10. As crianças, desta vez organizadas em grupos, lançam os dados (cada grupo em sua vez) e anotam a pontuação que obtiveram. Para calcular o total de pontos, os alunos costumam usar diferentes procedimentos. Alguns contam nos dedos ou com tracinhos até 10, depois até 20, e assim por diante. Outros contam de 10 em 10. E há aqueles que dizem o resultado de imediato. Observe as estratégias utilizadas pelos estudantes e, depois de várias rodadas, proponha um momento de discussão para que as crianças reflitam sobre o aspecto multiplicativo da organização do sistema de numeração decimal e relacionem com a interpretação aditiva desse número. "Vocês me disseram que, quando sai 4, anotam 40". Registre no quadro: 4 e 40. E pergunte: "O que tem a ver o 4 e o 40? Por que tem um 4 no 40?".

3ª etapa 
Proponha a resolução de mais um problema: "Uma loja de artigos esportivos aumentou em 10 reais todos os preços. Veja a lista dos preços antigos e coloque ao lado os preços novos". 
Produto
Preço antigo
Preço novo
Bola de futebol
62

Chuteira de salão
35

Camisa oficial
84

Meião
15

Óculos de natação
23

Calção de futebol
42

Caneleira
21

Chuteira de campo
73

Bola de basquete
53

Luva de goleiro
27

            Quando todos tiverem terminado, proponha que os alunos se reúnam em duplas, comparem as duas colunas (de preços antigos e novos) e analisem como os números se modificaram. Anote as conclusões das crianças em um cartaz e deixe afixado na parede da sala, em local visível, para que todos os estudantes possam consultá-lo quando necessário.

4ª etapa 

JOGO 2: GASTA CEM PRIMEIRO
Objetivo pedagógico: compreender o processo de desagrupamento.
Observações sobre a proposta: Além dos objetivos do jogo anterior, este jogo busca tratar da construção da noção do desagrupamento, da contagem regressiva e da comparação inversa (agora ganha quem tiver menos). Saber que cada vez que tiramos uma quantidade de um grupo, este tem que se desfazer, pois não possui mais a quantidade que o constitui. Ao realizar esta atividade a criança desagrupa ao retirar a liga, faz contagem, realiza subtração, compara quantidades, trabalha o princípio da reversibilidade de pensamento conforme Piaget, quando percebe que o desagrupamento é o inverso do agrupamento.
Objetivo do jogo:
Devolver ao pote todos os palitos, ficando com ZERO palito primeiro.
Materiais:
- Um pote vazio no centro da mesa de jogo;
- 100 palitos por jogador;
- 11 liguinhas elásticas;
- Dois dados, de preferência com algarismos. (ver características do dado no jogo 1).
Número de jogadores: entre 2 e 4 alunos.
Indicação: para alunos do 1.o ao 3.o anos.
Regras do jogo:
Para preparação do jogo, cada jogador organiza seus palitos num grupão: dez grupos de dez palitos como na imagem abaixo:


Na primeira rodada:

Cada jogador, na sua vez, deve lançar os dois dados. Retirar de seu grupão a quantidade de acordo com o valor indicado pelo total de pontos dos dados. Os palitos retirados devem ser colocados no pote;
Nesta primeira roda, o jogador deve retirar a liga do grupão, para então escolher um dos grupos para desmanchar;
Para retirar os palitos do grupão, deve retirar a liguinha, antes de tirar os palitos. Não pode retirar palitos do grupo ou do grupão sem desfazê-lo, pois assim ele não fica mais com DEZ, e, portanto, não é mais grupo ou grupão;
Os palitos que sobraram, após colocar no pote a quantidade indicada pelos dados, ficam na carteira do aluno, organizados, de forma a não misturar com os dos colegas.
Cada jogador vai, ao longo do jogo, conservando consigo as ligas que foram soltas, como forma indicativa de grupos que foram desfeitos. Quem tiver mais ligas soltas, estará mais próximo de ganhar o jogo.
Após “colocar no pote” a quantidade de palitos indicada pelos dados, deve organizar em sua carteira quantos grupos e soltos lhe restaram, assim como as liguinhas;
Ao concluir a organização de seus palitos soltos e grupos, passa os dois dados para o colega seguinte dizendo: “EU TE AUTORIZO A JOGAR”.

Nas rodadas seguintes:

O procedimento é o mesmo da primeira jogada, sempre desagrupando, quando for necessário, e separando os grupos dos soltos para ter clareza do quanto ainda tem.
Chegando ao final do jogo, quando o jogador tiver menos de dez palitos, em sua rodada, passa a jogar apenas com um dado. Também ao final do jogo, quando tirar no dado valor maior do que possui, perde a vez, passando a vez ao colega seguinte;
Quando um jogador conseguir ficar sem nenhum palito, é declarado como primeiro ganhador.
Quando um aluno se declarar ganhador, os colegas devem conferir se está tudo certo, ou seja, se o ganhador está sem nenhum palito e onze elásticos como testemunho dos desagrupamentos realizados. O jogo não termina com a declaração do primeiro ganhador. O professor deve estimular os demais jo­gadores a continuar o jogo para ver quem ficará em segundo, terceiro lugar, e assim por diante. Quem já ganhou fica ajudando a conferir as quantidades que cada jogador está retirando e organizando em grupos.
Registros das crianças:
Neste jogo o foco é o desagrupamento e contagem regressiva (as crianças têm, normalmente, dificuldade, pois é muito valorizada a contagem crescente, e muito pouco tratada a decrescente), sem ainda a utilização de algarismos para registros. Sugerimos que o professor disponibilize folhas para o registro de pontuações ao longo do jogo, quando devem ser valorizados, em especial no primeiro e segundo anos, os processos pictóricos, sustentados no desenho como registro da situação concreta. Também é possível o uso espontâneo de algarismos para computar valores obtidos nas rodadas e nos acúmulos de palitos. Lembramos que a questão do po­sicionamento, também não é objeto de construção neste jogo. Portanto, é natural e salutar que durante o jogo apareçam discussões sobre como, por exemplo, se registra trinta e dois pontos, “3 e 2” ou “2 e 3”. Diante de tais discussões, o profes­sor deve buscar contextos mais amplos onde apareçam os números no cotidiano e no espaço da sala de aula: lista dos alunos, calendário, páginas do livro, placar dos palitos (tratado anteriormente), fita métrica, outros materiais presentes na caixinha matemática, etc.


Avaliação 
Retome com as crianças as conclusões a que elas chegaram na etapa anterior e proponha outro problema: "Paulo estava lendo um artigo na página 25 do jornal. Quando chegou ao final da página, encontrou uma nota que dizia 'continua na página 35'. Quantas páginas Paulo teve de pular para chegar à continuação? Como você descobriu isso? Quais outros números você poderia colocar no problema sem mudar a quantidade de página que Paulo teve de pular?". A última pergunta distingue esta atividade das anteriores: agora, as crianças precisam produzir pares de números cuja diferença é 10. Organize um portfólio com o registro dos alunos. Analise quais e quantos estudantes contaram de 1 em 1 para resolver o primeiro problema e os quais se apoiam na contagem de 10 em 10 para resolver os problemas seguintes.
Flexibilização 

Antes de propor esta atividade, procure explorar a contagem de 10 em 10 pautada em recursos visuais. No momento da aula, escolha uma dupla para o aluno que tenha conhecimentos próximos. Tenha a preocupação de distribuir cédulas que imitem, de maneira satisfatória, as notas verdadeiras, para facilitar a comunicação e as relações com o dinheiro que o aluno já conhece. Oriente para que esses materiais sejam usados em algumas fases dos problemas - em outros, estimule a comunicação gestual e o registro em papel.
Deficiências 
Auditiva

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