Viajando No Mundo dos Contos de Fada

Viajando No Mundo dos Contos de Fada

sábado, 26 de janeiro de 2013

O PAPEL DO DIRETOR ESCOLAR


                                        O PAPEL DO DIRETOR ESCOLAR
O Diretor:

"Alvo tanto de amor quanto de ódio"... cujo papel acredito ser o mais relevante do ponto de vista da estratégia e da política educacional de um sistema de ensino"... pela própria natureza integradora da sua função, o diretor ocupa um lugar especialmente importante e imprescindível".
Prof. Antonio Joaquim Severino (PUC-SP) (in Revista Idéias, n° 12, FDE).
 Existem outros aspectos do trabalho que o diretor deve fazer na escola e que chamamos de papéis ou atribuições. O diretor escolar como também o vice-diretor ou diretor adjunto, naquelas escolas onde existe esse cargo, exerce alguns importantes e diferentes papéis na sua gestão. Vamos ver:
Primeiro papel: O diretor é o representante legal da secretaria estadual de educação.O diretor não pode e não deve esquecer que é um funcionário público de carreira e que tem vínculo com esse órgão superior de ensino, tendo, portanto que prestar contas de suas ações e atender a Secretaria estadual sempre que solicitado. Cabe ao diretor, conduzir sua escola de acordo com as determinações e orientações da Secretaria de Estado, ficando sob sua responsabilidade a coordenação das atividades dos demais servidores públicos e profissionais da educação lotados na sua escola, averiguando o desempenho regular de suas atribuições garantindo assim que a escola execute sua proposta pedagógica com qualidade. O diretor deve conhecer as atribuições definidas na legislação para cada um dos cargos que ocupam os servidores sob sua responsabilidade, como também conhecer a legislação estadual e federal.
Segundo papel: O diretor representa os alunos, a sua equipe e a comunidade .O diretor é o responsável por criar um ambiente de trabalho onde haja respeito e confiança entre os membros da equipe escolar, assegurando condições para o alcance dos objetivos. Por isso, ele deve definir e distribuir tarefas dando total apoio às pessoas que trabalham com ele e lembrando-se sempre de que um bom relacionamento é a base para uma boa gestão.
Terceiro papel: A escola tem a “cara do diretor”Quando entramos em uma escola, sabemos no mesmo instante se o diretor é um bom gestor, pois a marca de sua administração fica evidente em todos os espaços da escola. Escolas bem administradas apresentam um ambiente de trabalho tranqüilo e que nitidamente propiciam boas condições de aprendizagem.O que realmente esperamos é que os nossos diretores realizem com determinação os seus papéis de tornarem as escolas em verdadeiros centros de excelência e qualidade de ensino.
                                    ATRIBUIÇÕES DO DIRETOR ESCOLAR
 Podemos afirmar que as atribuições do diretor de escola são aquelas definidas nos instrumentos legais que regulamentam o exercício de sua função, como por exemplo, as leis federais e estaduais de educação como também o próprio regimento interno da escola. Vamos relacionar algumas delas.
                                              SÃO ATRIBUIÇÕES DO DIRETOR DE ESCOLA:
 Elaborar e apresentar plano de trabalho no início de cada ano letivo.
Coordenar a elaboração e a implantação do projeto político pedagógico, ou proposta pedagógica e do regimento escolar, junto com o vice-diretor e com o coordenador pedagógico.
Coordenar as atividades pedagógicas, administrativas e financeiras de acordo com as orientações do conselho escolar e da Secretaria Estadual de Educação.
Executar as determinações dos órgãos aos qual a unidade escolar está subordinada.
Cumprir e fazer cumprir a legislação vigente e os convênios propostos no projeto pedagógico da unidade escolar.
Representar a unidade escolar, responsabilizando-se juntamente com o conselho escolar pelo seu funcionamento.
Elaborar o plano de aplicação dos recursos financeiros para avaliação e aprovação.
Manter atualizado o inventário dos bens públicos, zelando por sua conservação.
Apresentar à comunidade, dentro dos prazos estabelecidos, os resultados da avaliação de desempenho e a movimentação financeira da unidade escolar.
Propor ações que visem à melhoria da qualidade dos serviços prestados.
Submeter à apreciação do Conselho escolar as transgressões disciplinares dos alunos, ouvida a coordenação pedagógica e o conselho escolar.
Cumprir e fazer cumprir o estatuto do magistério.
Coordenar o processo pedagógico, articulando as ações entre os turnos de funcionamento da unidade escolar.
Participar de programas de formação propostos para os coordenadores pedagógicos.
Como podemos ver, são muitas as atribuições do diretor da escola, ele deve estar atento ao cumprimento de todas elas. Pode parecer ser difícil, mas na verdade todas essas ações visam simplificar e ajudar o diretor a planejar, organizar, executar e controlar melhor a sua gestão.
                                                                           Rosângela da Glória Santos
. Atribuições e competências (cumprir e fazer cumprir as leis)
No início do ano, na reunião com docentes e funcionários, todos devem receber uma cópia dos seus direitos e deveres, que naturalmente, devem constar no Regimento da Escola.
Nesta reunião, a direção mostra a todos os segmentos suas atribuições e competências e debate com os demais componentes as suas próprias atribuições.

Tudo relatado em ata. Fica mais fácil o desenrolar do ano letivo administrativo, uma vez que os segmentos discutiram seus direitos e deveres com base na legislação existente. Não esquecer: todos são servidores públicos.

Quanto às leis, todos devemos a elas obediência, e quando não forem cumpridas, deve-se representar (Lei 10.261/68, art. 41, II - ordem manifestamente ilegal).
Exemplo: uma Diretoria de Ensino passou um comunicado solicitando que todas as escolas ficassem abertas durante o recesso de julho.

Há um ilícito neste comunicado, uma vez que o Decreto n° 31.875/90, do Governador, diz que no recesso as escolas não funcionarão. Os diretores não atenderam ao solicitado e representaram à Diretoria.

2. Livro-ponto (verificá-lo diariamente)
O livro-ponto tem que refletir o que ocorre na U.E. diariamente. Ausência, freqüência e saídas de servidores devem ser registradas.
"Um diretor ausentou-se da escola para ir a uma reunião na Prefeitura sobre o desfile de 7 de setembro. Solicitou à secretária que observasse sua saída no livro-ponto. Um pai procurou o diretor e foi avisado que o mesmo fora à reunião na Prefeitura, mostrando a observação no livro-ponto. O pai, convencido, retornou no dia seguinte".
Ambiente de trabalho
As ações, palavras e atitudes da direção da escola são muito importantes.
A coerência tem de estar presente, uma vez que manter o ambiente propício ao desenvolvimento do trabalho, tratando a todos com urbanidade, é condição vital para o relacionamento entre as partes na escola. Nunca responder precipitadamente, e sempre manter adequada postura no trato com as pessoas
5. Verbas públicas
Eis o que tem causado muitos danos à direção. A aplicação da verba pública tem que ser totalmente transparente, via divulgação à comunidade, aos alunos, no mural escolar, nas atas da APM e do Conselho de Escola. Guardar toda e qualquer circular a respeito destas verbas, porque serão documentos comprobatórios da transparência. Se as verbas são previamente destinadas, devem ser divulgadas como tais e, portanto, gastá-las para o que definitivamente foram destinadas.
4. Falsidade ideológica
Letal, se aplicada. Por isso, acertos caseiros nos horários da U.E. (ou outros: escrituração em livros, assinaturas em atas, confecção de atestados, etc...) poderão trazer transtornos.
"Um professor não possuía a compatibilidade de horários legal para que pudesse exercer acúmulo de cargos públicos. A Direção, após "acerto de cavalheiros", concordou uma vez que o professor garantiu que havia tempo hábil para ele chegar à primeira aula. Apesar do acordo verbal, o docente sistematicamente atrasava-se no início do período. Esta situação refletiu-se entre os demais professores. Sentiram-se discriminados e, pasmem, passaram a reivindicar o mesmo direito ou haveria acusação de favorecimento. A situação ficou altamente delicada, resultando em Processo Administrativo Disciplinar. Obviamente, o prejuízo foi da diretora".
Por isso mesmo, toda vez que algo semelhante ocorrer, há que se mostrar ao profissional que tal atitude pode caracterizar falsidade ideológica.
. Diário de Classe
Na reunião inicial de atribuições e competências dos professores e da direção, deverá ser lida a legislação constante no diário de classe, de tal forma que não sobrem dúvidas quanto aos deveres de cada segmento (lembrete: os diários de classe devem permanecer na escola para consulta e uso das autoridades competentes).
. Documentos
Todos os documentos assinados pela direção necessitam de conferência rígida, desde atestados de escolaridade até instrução de processos e expedientes. Quanto a este último item, a atenção precisa ser redobrada, pois poderá o diretor ser punido, caso um determinado processo seja truncado nos seus prazos.
10. Outros
A direção da escola deve ainda estar sempre atenta para as seguintes ocorrências:
a) afastamento pelo art. 202 da Lei n° 10.261/68. Avisar o servidor por escrito para o devido recolhimento do IPESP;
b) presidir reuniões;
c) expedir guias para perícia médica (observar se quem solicita possui vínculo);
d) comunicação de falecimento do servidor;
e) expedição de ato decisório (acúmulo);
f) retirada do expediente;
g) termo de visita do supervisor;
h) justificativa de faltas prováveis (1° dia útil subseqüente à falta - para todos);
i) questão do "comércio" entre os componentes de serviço.
Tudo isto, não se esquecendo de que o principal, na escola, é o projeto pedagógico.
__________
Atribuições, Competências, Direitos e Deveres Legislação pertinente aos servidores públicos
1. Constituição da República Federativa do Brasil
2. Constituição do Estado de São Paulo
3. Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo (Lei n° 10.261, de 28/10/1968)
4. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394/96 - Arts. 12, 13 e 14)
5. Estatuto do Magistério Paulista (Lei Complementar n° 444, de 27/12/1985)
6. Decretos: 7.510/76
10.623/77
11.625/78
17.329/81
42.815/98
7. Lei n° 10.177/98
8. Lei Complementar n° 942/03

Sua escola já tem um projeto político-pedagógico?

             Sua escola  já tem um projeto político-pedagógico?
Toda escola deve ter definida, para si mesma e para sua comunidade escolar, uma identidade e um conjunto orientador de princípios e de normas que iluminem a ação pedagógica cotidiana. Para a concretização dessa tarefa, diretores, orientadores, professores e mantenedores devem contar com a ajuda de um Projeto Político-pedagógico (PPP).
Ele se inicia como um ideal e caminha, passo a passo, até transformar-se em realidade. É diferente de planejamento pedagógico. É um conjunto de diretrizes que norteiam a elaboração e a execução dos planejamentos. Por isso, envolve princípios que são mais permanentes. Eles mostram e definem a identidade da escola.
Quem determina as linhas mestras do PPP são os mantenedores; ao total, ele possui três grandes pilares:
1. Fundamentos ético-políticos (valores).
2. Fundamentos epistemológicos (conhecimento).
3. Fundamentos didático-pedagógicos (relações).
O projeto político-pedagógico reveste-se da maior importância porque permitirá aos pais a escolha da escola com base em seus princípios, sua identidade e em outras características. Veja como estruturar o seu:
1. APRESENTAÇÃO
Relate como o projeto nasceu. Conte um pouco desse trabalho: o tempo transcorrido entre o ideal e o começo de sua elaboração, quem participou da efetivação, as dificuldades encontradas e os resultados alcançados. Relate também os objetivos do plano político pedagógico. Ressalte que esse projeto deve ser a fonte inspiradora de todos aqueles que constroem a história educacional da escola.
2. HISTÓRICO –
Conte um pouco da história da instituição. Relate o ideal de seus fundadores e, resumidamente, o caminho que a entidade seguiu, desde o início até os dias atuais. Coloque a identificação: designação, mantenedores, endereço, atos jurídicos de legalização dos cursos, enfim, aqueles dados que a identificam.

3. DA VISÃO AOS OBJETIVOS –
Apresente uma síntese sobre a visão adotada nos seguintes tópicos (lembre-se de que, aqui, você ainda não entrou em sala de aula):
A) Visão de mundo. O mundo se transforma constantemente, e o homem é sujeito da própria educação. Dessa forma, através da reflexão sobre o ambiente, ele contribuirá para as mudanças e melhorias. No mundo tecnológico, não perderá de vista a qualidade de vida.
B) Visão de sociedade. A participação do homem como sujeito da sociedade implica uma postura crítica. A cultura constitui a aquisição sistemática da expressão humana. Por isso, uma escola deve descrever sua visão de cultura.
C) Visão de conhecimento. O conhecimento é a informação elaborada. A educação deve permitir que o homem seja sujeito do seu desenvolvimento e participe da transformação da sociedade. O objetivo da educação é dar condições para que o educando desenvolva suas capacidades como ser pensante.
D) Visão de escola. Cabe à escola, como instituição cultural, transmitir a seus alunos o conhecimento acumulado pela humanidade. Os conteúdos devem ser apenas um meio para levar o aluno a desenvolver habilidades que, harmonicamente conduzidas, — tornar-se-ão competências necessárias para uma vida de qualidade com cidadania.
E) Missão. A primeira missão de uma instituição educacional é formar as crianças para o amor ao conhecimento. A escola tem por obrigação fazer com que os seus alunos sejam felizes. Para isso, é necessário que o conhecimento seja transmitido de uma forma prazerosa. Exemplo de missão: “Oferecer ensino de excelência à comunidade e propiciar condições para uma aprendizagem significativa, atualizada e eficaz, que prepare alunos competentes, éticos e com argumentação sólida”.
F) Objetivos. Nesse espaço, entram os objetivos gerais do mantenedor. Ninguém está pensando em sala de aula, muito menos em conteúdo. Está apenas sonhando com a escola ideal. Exemplo: “Propiciar a formação de cidadãos autônomos e críticos, cuja característica seja a capacidade de argumentação sólida”. Devem ser colocados alguns objetivos gerais, não de conteúdos, e sim de ideais.
Até esta fase, tudo foi elaborado pelo mantenedor. O professor e a comunidade ainda não entraram no projeto. Agora, vamos abordar os fundamentos.
4. FUNDAMENTOS ÉTICO-PEDAGÓGICOS –
Neste momento, entra em cena o Regimento Escolar. O regimento é um documento anexo e dá sustentação jurídica ao projeto político-pedagógico. Aqui, a entidade vai trabalhar os valores éticos, políticos, religiosos, com o objetivo de formar um cidadão com uma “identidade”, isto é, com a marca da escola onde estuda. Nesse item, a escola deve explicitar o tipo de cidadão que deseja formar e para qual sociedade. Deve descrever quais os valores que serão enfatizados e vivenciados prioritariamente durante o processo educativo.
Também é preciso escolher entre três e cinco valores que a escola deverá trabalhar. Exemplos: verdade, justiça, amizade, respeito, solidariedade, competência, integridade, entre outros. Não existe “ecletismo”. Defina sua linha pedagógica com argumentos sólidos.
Por parte da escola, como deverão ser desenvolvidos o valor e o respeito? Exemplo: a escola respeita a individualidade de seus alunos. Por parte do professor, como será desenvolvido o respeito? O professor exerce o papel de educador de seus alunos. Por parte do aluno, como será desenvolvido o respeito? O aluno cuida dos bens de uso comum; exige de seus professores, de forma respeitosa, um ensino correspondente às suas aspirações.Assim deve ser feito com cada valor escolhido pela escola, desenvolvendo alguns objetivos para a escola, para o professor e para o aluno.
5. FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS –
Trata-se da construção do conhecimento. Nesse item, a escola deve definir como tratará o conhecimento, o que pensa ser o conhecimento e como ele é adquirido. Aqui ela vai definir a sua linha pedagógica e desenvolverá a sua argumentação. Exemplos: construtivista, montessoriana, positivista, interacionista, tradicionalista, etc. Os autores teóricos devem ser buscados na literatura. O que é o conhecimento, como ele se produz, como as pessoas se apropriam dele? A humanidade já respondeu a essas questões. Veja em que autor teórico a escola vai se apoiar, pois não existe prática na escola que não esteja apoiada em uma corrente teórica. Explique como o sujeito se apropria do objeto do conhecimento.Quando a escola escolhe os teóricos, ela está definindo a didática da sala de aula. Se, por exemplo, o autor teórico for da linha tradicional, a aula terá o professor como centro; o aluno e o conhecimento estarão num patamar mais baixo. O aluno será mero reprodutor de verdades (dogmas). Se a escola escolher um teórico construtivista sociointeracionista, o professor será simplesmente o mediador entre o aluno e o conhecimento. Resultado final:
* Escola tradicional = Aluno ator. 
 * Escola construtivista = Aluno autor.
As epistemologias, isto é, as teorias do conhecimento mais em voga são:
* Empirismo/Positivismo, cujo enfoque é o conhecimento visto como descrição da realidade.
*Construtivismo Sociointeracionista, cujo foco é o conhecimento visto como representação da realidade.
Ecletismo não existe. Portanto, a escola deve se posicionar quanto à linha de ação. Em geral, as escolas estão em fase de transição da linha tradicionalista para a linha progressista. Isso porque os professores foram formados na linha tradicional, com o conteúdo estanque. Agora, a lei educacional vigente pede interdisciplinaridade e contextualização. Exemplo: se a escola for de cunho religioso, naturalmente terá muito do carisma do seu fundador.
Quando a escola escolher seus autores teóricos, deve citar um pouco da sua teoria e argumentar por que os escolheu. Por exemplo: Paulo Freire prega, antes de tudo, o gosto de viver, a construção e a realização do homem, mesmo na adversidade. Há também Pedro Demo, Vygotsky, Howard Gardner, Jean Piaget e outros autores. Para cada um que a escola escolher, deve mencionar um pouco de sua teoria. E a escolha deve primar pela coerência.
6. FUNDAMENTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS
Aqui, as “Diretrizes para uma Pedagogia de Qualidade” apontam para três focos: identidade, diversidade e autonomia. A interdisciplinaridade e a contextualização devem ser a nova marca para a educação brasileira. Nesse item, será descrito qual é o papel do conhecimento, do aluno e do professor, bem como os demais segmentos que compõem a comunidade escolar. As relações entre professor e aluno na escola são orientadas pela pedagogia, que tem como foco de trabalho a educação. É hora de explicitar a sua contextualização de conhecimento. Os pressupostos citados anteriormente identificarão a instituição. Aqui ela vai esclarecer o que oferecerá em termos de:
·         Conteúdos  - Currículo – Metodologia- Avaliação
·         Professor- Aluno- Disciplina-Administração
·         Biblioteca- Laboratórios- Equipe Pedagógica- Orientação Vocacional
·         Orientação Religiosa – Relação com a comunidade
Observação: esse item já pode ser elaborado junto com os professores, pois, daqui adiante, serão eles os autores do PPP, sob a liderança da direção e da coordenação. Em alguns assuntos, pode e deve haver a participação da comunidade.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS –
Os fundamentos estabelecidos nesse documento serão os indicadores do rumo para a intervenção pedagógica praticada no estabelecimento escolar. Com eles, busca-se responder às exigências da sociedade, que se caracteriza pelo dinamismo de suas transformações em todos os níveis: o social, o político, o tecnológico e o ético. Criar as melhores condições para ajudar na transformação de um cidadão consciente, crítico e feliz é a grande tarefa educativa que perseguimos. Os princípios estão postos. A ação educativa espera o engajamento de todos que fazem parte do ambiente educacional.
8. PROJETOS SETORIAIS – Os projetos específicos, também denominados de projetos setoriais , são os projetos de cada setor da escola: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Informática, Educação Física. Nesses projetos, devem constar os seguintes itens:
1. Identificação do setor.
2. Introdução: caracterizar o setor quanto às crianças que ali estão, quanto ao seu objetivo.
3. Diagnóstico: como estão a realidade do setor, as dificuldades, os problemas específicos.
4. Objetivos: com base no diagnóstico concluído, o que se pode fazer para melhorar o setor.
5. Metodologia: como vai se trabalhar naquele setor.
6. Conteúdos: que atitudes, conteúdos e procedimentos serão desenvolvidos naquele setor — conteúdos formativos, cidadania, disciplina. Lembre: ainda não entramos em sala de aula, estamos preparando a escola.
7. Avaliação do setor (como será feita a avaliação). Exemplo: nesse setor, avaliaremos os alunos que melhoraram seu rendimento ou que não alcançaram os objetivos propostos. Em que o setor melhorou em comparação com os outros anos?
8.1 Projeto de disciplina – Refere-se a cada uma das disciplinas curriculares. Se os temas transversais forem trabalhados por projetos, deve-se dizer como serão trabalhados, quais as disciplinas que trabalharão interdisciplinarmente, quais serão os temas que o colégio trabalhará no ano. Esse item compõe-se das seguintes questões:
Diagnóstico: como está o ensino desta disciplina? Será necessário repensá-lo?
Objetivo: o que se pretende atingir com o ensino desta disciplina?
Metodologia: como será ministrada?
Conteúdo: qual será o enfoque dado? A que competências dá suporte? Atenção: não se devem relacionar aqui os conteúdos curriculares.
Especificidades: por exemplo, será permitido o uso de máquina de calcular no ensino de matemática? A partir de que série? Como a escola vai trabalhar com jornais?
Avaliação: como ela será feita na disciplina em foco? O que se pretende cobrar dos alunos?
8.2 Miniprojeto
Identificação: os passeios que a escola faz.
Objetivos: o que se quer desenvolver com essas saídas.
Responsabilidade: quem vai ser o responsável?
Material de suporte: relacionar os materiais que serão necessários para sua realização.
Execução: fazer a descrição de como deverá acontecer.
Avaliação: verificar a extensão do miniprojeto.
9. ANEXO - Plano curricular – O plano curricular será anexo do projeto político-pedagógico e será feito como sempre foi. Agora, sim, se está entrando em sala de aula. Cada professor deverá fazer uma lista de conteúdos que vai trabalhar em sala. Sempre dará ênfase ao que vai ser trabalhado. Como será trabalhado ficará para o planejamento. É aconselhável que isso seja feito só depois que o professor conhecer seus alunos. “O planejamento é que deve adaptar-se aos alunos, e não os alunos ao planejamento.”
Nessa fase, já contamos com a orientação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e dos Referenciais de Educação Infantil (RECNEI). Os PCNs e os Parâmetros Curriculares Nacionais Transversais (PCNs) não são obrigatórios.
Servem apenas para ajudar o professor a preparar seu conteúdo. A novidade no Plano Curricular é que não se pode ferir a Lei Educacional, portanto, os professores terão de elaborar os temas transversais em conjunto. A lei vigente pede interdisciplinaridade e contextualização dos conteúdos trabalhados desde o primeiro ciclo.
A Estética da Sensibilidade, a Política da Igualdade e a Ética da Identidade devem ser trabalhadas desde a Educação Infantil.
Quando se trata de Ensino Médio, o plano curricular deve ser feito por blocos. Planejar em conjunto será necessário. Deve-se explicar também como será feito o sistema de avaliação. A avaliação deve ser contínua, e a qualidade deve prevalecer sobre a quantidade, sem esquecer que a recuperação é paralela ao período letivo.
Conselho de classe e exame final também devem ser explicados. Atenção: o ano letivo será de, no mínimo, 200 dias letivos e 800 horas. O exame final não estará dentro dos 200 dias. Se a escola adotar o exame final, deve aplicá-lo após os 200 dias. O plano curricular deve ser feito como sempre foi: anexar a grade curricular, o calendário escolar, etc. Enfim, tudo como de costume.
Observação :
tudo o que for trabalhado na escola durante o ano letivo deverá estar no Regimento. Por exemplo, se a escola adotar a progressão parcial, deverá constar no Regimento. Se a escola adotar classificação e reclassificação, terá de constar no Regimento. Nada que não esteja previsto no Regimento poderá acontecer.
Para finalizar, antes de fazer sua Proposta Político-pedagógica e seu Plano Curricular, consulte a Lei nº 93.94/96 e as normatizações do Conselho Estadual de Educação de seu Estado.
                                                       Referências

Marly Maria Weber – Professora e pedagoga, formada pela Universidade de Brasília – UnB. É pós-graduada pelo Ceub (Brasília) e mestre pela Universidade de Extremadura (Espanha). Dedica-se à área educacional formal e informal. Ministra cursos e palestras para educadores e gestores escolares.

Quando o poder sobe à cabeça


Quando o poder sobe à cabeça      (  Júnior Almeida  )

É triste ver que a arrogância do poder alcança a muitos A petulância de estar no poder, ter o status, tem afetado  a muitos membros que aspiram aos "cargos" ., querem o poder de "mandar". Muitos desejam ter o nome na lista, querem ser notados. Aspiram ao renome, ao reconhecimento.

Lembro da passagem em que Jesus faz a multiplicação dos pães (Mc 6.30-44). O Mestre com pena da multidão pergunta aos seus discípulos "Quantos pães tendes?" - eles respondem "cinco pães..." Se fosse hoje, talvez o povo brigasse assim:
 - eu tenho os cinco pães.Outro responderia:
 - os pães são os meus A briga continua:
 - Jesus vai fazer o milagre com os meus pães!

A verdade é que não interessa quem trouxe o pão, o importante é a glória de Deus. Mas muitos "líderes" que deixam o poder subir à cabeça querem a glória para si. Querem dizer para todo mundo quem trouxe o pão. Deus tem que fazer o milagre pelas coisas que o suposto líder mostra.

"Foi na minha liderança que isso aconteceu."; "EU fiz isso, eu fiz aquilo."
Que pena que muitos querem a glória para si. Pulam, gritam, agitam a platéia. São reconhecidos e venerados.Esquecem que Deus resiste ao soberbo.
Ninguém mais quer servir. Hoje todo mundo quer ser cabeça e não cauda.

Lição de HUMILDADE:

"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;  antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se  em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,  a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz .

Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." (Fp 2.5-11)
 Lembremo-nos do único digno de honra e glória - JESUS!

                                           Por Júnior Almeida

Coordenação Pedagógica


                                       PLANEJAMENTO ESCOLAR 2013

“Depois de algum tempo, você... Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.E você aprende que realmente pode suportar...que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não pode mais.
 E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.”Cada pessoa é um diamante que precisa ser lapidado .A lapidação é um trabalho que exige sabedoria, precisão e paciência.
Cada pessoa é um diamante, que vem ao mundo em estado bruto: o trabalho de cada um de nós é descobrir como se lapidar para se transformar numa pedra preciosa de muito valor.
Nascemos e crescemos com determinadas características: mais explosivos, mais impacientes, tímidos, egoístas, malvados, irritadiços, medrosos ou impulsivos.
No decorrer da vida, muitas pessoas, situações e acontecimentos participam ativamente desse processo de lapidação: os pais, e os familiares que nos influenciam, o grupo social que nos encoraja ou nos oprime, o ambiente de estudo e de trabalho que nos exige, amolda e direciona...
O que temos em excesso que precisamos abrandar? O que nos falta que precisamos desenvolver ou expandir?
É preciso que cada um de nós pense assim: qual será o trabalho de lapidação necessário para mim para que eu me coloque no caminho do equilíbrio interior, que vai me proporcionar paz, harmonia, serenidade e força?
Esse é um trabalho de vida inteira; é para crianças, jovens, adultos e velhinhos, E que ninguém se iluda: esse trabalho é cansativo e, às vezes, dói bastante!
Mas é o que nos permite atravessar os períodos difíceis sem nos quebrar por dentro e que nos permite viver com mais alegria os períodos fáceis.
                                            
                                                 Mª Tereza Maldonado


                                                                   O Professor e o Ato de Ensinar:

A sala de aula é o espaço privilegiado de negociações e de produção de novos sentidos e significados a respeito, principalmente, dos diferentes conceitos escolares.
Isso acontece em uma rede interativa complexa em que se tornam presentes e se atualizam a história de vida, as experiências e vivências de professores e alunos, além do próprio conhecimento formal.
Do professor espera-se que conduza o seu grupo de alunos, buscando compreender e negociar os diferentes processos de significação que envolvem as situações de aprendizagem que planejou.
Tem sido comum identificar o professor nesse papel de mediador, atribuindo a idéia à abordagem histórico-cultural.
Podemos dizer que a compreensão que o professor tem do aluno e do que deve realizar com ele tem muitas implicações para o seu trabalho.
Cabe-lhe permitir que o aluno revele-se por si, mostre-se naquilo que pede como ajuda. Para isto o que lhe compete fazer?
 A nosso ver, seu papel desdobra-se em muitas funções que devem ser descobertas e assumidas conforme o fluxo do desenvolvimento do aluno.
E o professor é o organizador do ambiente social (conforme escreveu Vygotsky, 2003), que é o fator educativo por excelência.
É por isso que ele enfatiza a posição do aluno como aquele que dirige o seu próprio processo de aprendizagem.
Assumir-se como professor requer a clareza de muitos aspectos constituintes da missão a ser realizada. É preciso, sim, ter metas e objetivos, saber sobre o que se vai ensinar, mas não se pode perder de vista, um segundo sequer, para quem se está ensinando e é disso que decorre o como realizar. 
Integrar tudo inclui dar conta de diversas facetas do processo ensino-aprendizagem, ou seja, a do aluno concreto, real, a do conhecimento, a das estratégias de ensino, e a do contexto cultural e histórico em que se situam (Tacca, 2000).
Conjugar isso exige compromisso e responsabilidade com o aluno, o que permite avançar na exigência da compreensão da pessoa no processo de ensinar e aprender. (O Professor e o Ato de Ensinar de:Elizabeth Tunes, Maria Carmen V. R. Tacca e Roberto dos Santos Bartholo Júnior


Lembrete:
Os primeiros dias de aula estão, certamente, entre os mais importantes de todo o ano letivo. É durante essa fase que os alunos conhecem os novos professores, os novos colegas e começam a se adaptar à nova série e, muitos deles, também à nova escola.O papel do professor nesse momento é de grande relevância, pois ele, mais do que ninguém, pode contribuir para que todas essas novidades” se encaminhem de um jeito natural e bem-sucedido, para a felicidade dele próprio, dos alunos e dos pais.
Se o professor não constitui um vínculo bacana com os alunos nesse início, a relação entre eles pode seguir com problemas durante todo o ano. Reconquistar é possível, mas é mais difícil .O trabalho de adaptação é para todos os alunos. A criança ainda é muito ligada ao ambiente familiar e precisa fazer a transição para o ambiente escolar.
No 1º ano, a insegurança está no fato de a criança começar a ter uma rotina de alfabetização, a usar mais livros e a sentir uma outra exigência. No 2º ano, sua responsabilidade aumenta ainda mais, pois ela precisa se organizar de outra forma e o brincar já não está tão presente.de todos esses casos, estão os novatos na escola, transferidos de outras instituições que, independentemente da idade, necessitam de uma boa recepção por parte da equipe escolar. 
“O aluno que vem de outra escola está passando por uma mudança (mudam as referências de amizade, de ambiente, de rotina), e toda mudança traz desconforto, portanto ele precisa ser bem acolhido. Também os pais precisam ser acolhidos em suas inseguranças e em seus medos.
ü  Para garantir o seu sucesso como Pessoa/educador:
ü  Cuide da aparência
ü  Mantenha-se bem humorado (apesar das dificuldades);
ü  Cuide de sua espiritualidade;
ü  Reserve um tempo para a leitura e um momento de estudo;
ü  Planeje suas atividades com segurança, criatividade e antecedência;
ü  Acredite profundamente no que faz;
ü  Avalie-se constantemente;
ü  Para garantir o sucesso da nossa Escola é necessário:
ü  Manter a Ética Profissional;
ü  Ser pontual (inclusive nas trocas de horários e reuniões);
ü  Ter disciplina;
ü  Respeitar e seguir as regras e normas da: SEMED  e Escola;
ü  Ter compromisso com o seu trabalho, sempre;
ü  Respeitar as opiniões divergentes;
ü  Participar com empenho nas decisões coletivas do grupo;
ü  Observar e acompanhar o calendário e cronograma de atividades;
ü  Preparar com responsabilidade as avaliações diagnósticas, bimestrais e progressão parcial;
ü  Manter diário de classe em dias;
ü  Aceitar e respeitar os limites dos alunos;
ü  Fazer a diferença...

PROFESSOR TENHA SEMPRE EM MENTE QUE VOCÊ É PEÇA FUNDAMENTAL NO QUEBRA-CABEÇA DA FORMAÇÃO CIDADÃ DE NOSSOS  ALUNOS.NÃO DESANIME, TENHA FORÇA E MUITA FÉ... NO FIM TUDO DÁ CERTO!!

Contamos sempre com o seu entusiasmo, seriedade e compromisso.Tudo que fizer, faça de todo coração, como se fosse para Jesus.Sucesso em 2013!! Conte sempre conosco.

Coordenação Pedagógica 2013


                                    Caro Professor, Seja Bem Vindo!
Que neste ano possamos realizar encontros... conquistar  vitórias e muito sucesso! Que os nossos laços de amizades se estendam cada vez mais...
1º DIA DE AULA:
¬  Receba cada um com um forte abraço;
¬  Apresente-se: Fale sobre o que virão no decorrer do ano, para que eles fiquem encantados e entusiasmados;
¬  Cante e dance com eles: isso permite maior interação;
¬  Faça uma dinâmica de apresentação;
¬  Apresente os espaços da escola;
¬  Fale sobre a organização da escola e da sala de aula;
¬  Determine os combinados;
¬  Recolha o material;
¬  Conte uma história (Coletiva);
¬  Saída: Dê novamente um forte abraço, desejando que eles voltem no outro dia e entregue um mimo.
¬  Veja com os pais quem virá buscar os alunos, lembre-os do horário de saída.
Demais dias:
¬  Oração, cantigas;
¬  Chamada;
¬  Organize os alunos pelo tamanho e necessidade especial;
¬  Relembre os combinados (dando ênfase em cada ítem);
¬  Lembre-os do uso do uniforme e horário de entrada;
¬  Hora da cantiga;
¬  Organize os cadernos;
¬  Hora da história;
¬  Iniciar diagnóstico de leitura e escrita;
É isso aí! Agora é arregaçar as mangas... inspire e expire!!
Bom trabalho! Sucesso garantido...


                                                                                 Reflexão

Há três coisas na vida que jamais retornarão: O tempo, as palavras e as oportunidades.
Há três coisas na vida que podem destruir uma pessoa: a ira, o orgulho e não perdoar.
Há três coisas na vida que você nunca deve perder: a paz, a esperança e a honestidade.
Há três coisas na vida de maior valor: o amor, a bondade, a família.
Há três coisas na vida que não são seguras: o êxito, a fortuna e os sonhos.
Há três coisas na vida que formam uma pessoa: a sinceridade, o compromisso e o trabalho árduo.
Há três pessoas na vida que são essenciais para nós:O Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Peço a Deus que abençoe todos vocês,guie e proteja o seu caminho.O amor de Deus sempre estará com vocês, Suas promessas são verdadeiras...
Quando entregas a Deus tuas preocupações, Ele estará te olhando e te levará adiante..!!
A todos vocês queridos Professores um descanso cheio de paz e muita luz!
Que vocês possam estar com seus familiares gozando de muita saúde!!
                                Autor desconhecido