terça-feira, 31 de outubro de 2017

História ” A Sr Roda dos Alimentos”

História ” A Sr Roda dos Alimentos”




História ” A Sr Roda dos Alimentos”


Era uma vez uma senhora muito redondinha…esta senhora era muito redondinha e muito brincalhona. E sabe qual era a sua brincadeira preferida? Ela adorava brincar com todos os
alimentos: com as cenouras, com a maça, com a cebola, com o nabo, com a abóbora, com o morango, com a couve-flor, com a alface, com a água… com as cerejas, com as bananas com o
pepino, com o pão, com o leite, com o iogurte, com o queijo, com os ovos, com o azeite, com a manteiga.
Certo dia, andava a senhora muito redondinha na sua brincadeira quando decidiu fazer um
jogo com todos os alimentos. Os alimentos gostaram muito da ideia, porque também adoravam brincar. Então, a senhora muito redondinha pediu a todos os alimentos que estivessem com
muita atenção para explicar o jogo:
- Todos os alimentos do mesmo grupo ou família vão juntar-se para formar um grupo – explicou a senhora muito redondinha.
- Vamos jogar? – perguntou a senhora roda.
- Sim – responderam todos os alimentos em coro.
De repente, gerou-se uma grande confusão, porque uns alimentos queriam ficar no mesmo grupo
e outros não sabiam para onde haviam de ir…
A senhora roda voltou a explicar que só podiam ficar no mesmo grupo, os alimentos parecidos, por exemplo, a maçã, a pêra e outras frutas formavam um grupo…
As cenouras, as couves e outros legumes formavam outro grupo…
A massa, o arroz, o pão, outro grupo…
O leite, o queijo, os iogurtes outro grupo…
O feijão, o grão, as ervilhas formavam outro grupo…
Os ovos, a carne, o peixe juntos formavam outro grupo..
O azeite, a manteiga, o óleo outro grupo..
Depois desta explicação, os alimentos começaram a juntar-se em grupos…
Assim, a maçã, o morango, a pêra, a banana e as cerejas juntaram-se e formaram o grupo das frutas.
A seguir, o tomate, a cenoura, o pimentão, a couve-flor, a alface, a cebola, a abóbora, o nabo, o pepino juntaram-se e formaram o grupo dos legumes.
Depois, a massa, o arroz, as batatas e o pão formaram o grupo dos carboidratos .
O feijão, o grão, as ervilhas formaram o grupo das leguminosas.
O leite, o queijo e o iogurte formaram o grupo dos laticínios .
Os ovos, a carne e o peixe formaram outro grupo, o das proteínas .
O azeite, a manteiga e o óleo formaram o grupo das gorduras.
Mas sobrava um alimento…a água. A senhora roda explicou que a água era muito importante e ficava no meio de todos os outros grupos, porque todos os alimentos são constituídos por água.
Quando todos os alimentos estavam juntos em grupos, a senhora roda dos alimentos explicou que cada grupo era muito importante e que se devia comer um pouco de todos os grupos,
comendo mais dos grupos maiores e menos dos grupos mais pequenos.

. A horta do Senhor Lobo

  • . A horta do Senhor Lobo
  • 2. Há muitos e muitos dias que o Senhor Lobo percorre a floresta, duma ponta à outra, em busca de um pedacinho de comida, mas sem resultado. Nem o mais inocente e desprevenido passarito pôs o bico de fora do seu ninho, ao frio. Nem o mais simples e tolo bichinho se atreveu a mostrar a ponta do seu focinho.
  • 3. “ Estou esfomeado!”, queixa-se ele, enquanto caminha por entre as árvores. A fome obrigara-o a trincar umas tristes bolotas, duras como o gelo. “Chega!
  • 4. Estou farto”, exclama para si próprio, enquanto engole uma miserável avelã. “ Tenho de me OR-GA-NI-ZAR! Vou armazenar comida, em latas de conserva, no meu armário. De certeza que não serei o primeiro animal a fazer isso!”
  • 5. Depois, começa a ler e reler o Livro do Perfeito Hortelão, que o deixa a sonhar: a sua horta há-de ser a melhor de todas as hortas do mundo inteiro. O Senhor Lobo põe a cabeça a funcionar. E prepara-se para a obra. Para construir uma horta, são precisas ferramentas e sementes. Ele encontra tudo isso no armazém do agricultor. Até descobre um velho chapéu de hortelão que lhe assenta na cabeça como uma luva.
  • 6. Todos os animais da floresta se põem a espreitá-lo, cheios de curiosidade. O Senhor Lobo revolve terra e mais terra. Depois, cava, semeia, rega, trata e monda. É um trabalho muito duro, e ele sua como um porquinho. Além disso, nem sequer tem tempo de ir à caça. Felizmente os rabanetes cor-de-rosa crescem muito depressa.
  • 7. O Senhor Lobo fica maravilhado quando os tomates e os pimentos começam a amadurecer, quando as ervilhas e os feijões crescem ao longo das estacas e as gordas abóboras amarelecem, como bolas douradas.
  • 8. O seu armário fica a abarrotar de comida. De certeza que ao Senhor Lobo nada faltará, no próximo Inverno! E enquanto ele está ocupado a arrumar e a cozinhar, a meter em latas de conserva os tomates e os vegetais para a sopa, os habitantes da floresta passeiam por todo o lado, sem medo nenhum.
  • 9. Os animais nunca sentiram tanta paz nas suas vidas! É verdade: o lobo agora só come vegetais.
  • 10. Mas, de repente, numa certa manhã, tudo se altera. Um grito pavoroso ressoa por todos os cantos da floresta, acordando-a: é o Senhor Lobo.
  • 11. “ Isto é demais!”, rosna o animal, ferozmente. “Não vou deixar que me vençam!” Os seus olhos ficaram outra vez negros e brilhantes. Ei, Senhor Mocho, venha cá! Olhe para esta porcaria! Alguém destruiu a minha horta durante a noite. Você viu quem foi o bandido? Ai se o apanho!...”
  • 12. A ave fecha os olhos por uns momentos e, depois, murmura algumas palavras junto das orelhas grandes do lobo. “ Deixe-me pensar!”, pia o mocho. “ Não, não reparei em nada de estranho… vamos usar a cabeça. Deve haver uma solução inteligente para este problema.”
  • 13. Satisfeito com o seu trabalho, o lobo entra em casa, para comer uma saborosa malga de sopa de brócolos e, depois, reler um livro de aventuras. O Senhor Lobo desaparece para dentro da sua oficina e, pouco tempo depois, todos podem ouvi-lo a serrar e a martelar. E, felizmente, ao entardecer, ele espeta na terra uma linda tabuleta de madeira, mesmo em frente do portão da horta.
  • 14. Um coelhinho, bem pequenino, quase cai na vala ao tentar ler aquilo que o lobo pintou tão cuidadosamente na tabuleta. E imediatamente informa os outros animais que estão a discutir o assunto, na clareira. Ninguém repara no mocho que do alto dum pinheiro os observa atentamente. “Não posso acreditar!”, grunhe o rato. “ Trazer sementes? Muito bem, tive uma ideia! O filho do agricultor vai regar o milho todas as tardes. Há espigas de todas as cores… vermelhas… roxas. Volto já!”. E, dizendo isto, desaparece.
  • 15. “ Que grande ideia!”, exclamou o Avô Caracol, acenando com as antenas. “ Vamos levar-lhe algumas alfaces que logo voltaram a crescer mal se cortam! Ah! Ah! Um caracol a surpreender um lobo! Quem havia de dizer?!”. E, dizendo isto, o caracol desaparece atrás da parede.
  • 16. A luz suave da aurora toca levemente na horta. Primeiro, aparece uma espécie de ténue toalha de luz rosada que se deita mansamente sobre a relva e folhas e, pouco a pouco, os raios de sol pintam as flores com uma luz dourada.As pétalas, fechadas durante a noite, abrem-se suavemente e os girassóis viram-se lentamente para o céu. O Senhor Lobo abre as persianas da cozinha… e estremece de alegria.
  • 17. Depois de dar uma penteadela ao seu pêlo, ele sai para a sua horta. Dirige-se, então, para a Dona Coelha, que treme como uma folha ao vento. Ela segura nas mãos um saquinho feito de papel de jornal.
  • 18. O lobo cumprimenta-a com a sua delicada voz. “ Bo-boomm-bom dia”, balbucia ela. “ Trouxe-lhe estas sementes de rabanete preto. Está interessado?” “ Claro que estou interessado! Os rabanetes pretos são saborosos? O que hei-de oferecer-lhes em troca?”
  • 19. “ Nada. Ainda ontem tivemos de castigar o nosso filho por ter estragado a sua horta e mordiscado as suas alcachofras”. “ Oh! Não era razão para tal! Olhe, aqui tem esta alface e estes rabanetes. Aquilo que colhi chega para mim e sobra! Além disso, acabam por se estragar se não se comerem logo. E diga ao seu filho que pode vir quando quiser e até ajudar-me a arrancar as ervas. Negócio feito?”
  • 20. Então, apareceram os outros animais, cada um trazendo também coisas bem originais. “ Se quiser, podemos vir todos ajudá-lo”, exclamam.
  • 21. Durante o trabalho, cada um vai contando sobre o local em que cada um provou certa hortaliça pela primeira vez, ou onde colheu determinada flor, ou o melhor modo de as plantar, de as colher ou de as cozinhar.
  • 22. A manhã voa tão depressa, tão depressa que eles ficam surpreendidos quando os sinos tocam, a anunciar o meio-dia. Apenas o mocho dorme a bom dormir, no meio de doces sonhos.
  • 23. “ Quem quer almoçar comigo?”, sugere o lobo. “ Acabei agora mesmo de fazer salada e de pôr a mesa. Almoçamos cá fora, pois está um dia esplêndido!” Apenas dito, logo feito. O Senhor Lobo senta-se à mesa, acompanhado pelos seus convidados, para apreciarem um delicioso almoço.
  • 24. Atrás do portão, o Senhor Lobo acena um adeus. Tudo lhe parece fácil de acontecer, nesta tarde. Todos os seus problemas, a sua má reputação, as suas caçadas solitárias, mesmo as suas mágoas quando as coisas não corriam bem - tudo isso pertence ao passado. A tarde passou, veloz como um sonho. Logo, chega a hora de dizer adeus. Carregados de ofertas, os amigos do Senhor Lobo despedem-se e vão-se embora. “ Até qualquer dia, Senhor Lobo, e obrigada por tudo!”
  • 25. Ao fechar o portão, o Senhor Lobo olha para o cimo do enorme pinheiro: a lua redonda parece um queijo a sorrir para ele, enquanto se ouve o velho mocho a piar uma suave canção.
  • 26. FIM

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