quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Habilidade– Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.



Leia o texto abaixo.
ENTENDA MELHOR ESSE FENÔMENO
Primeiro o céu fica bem escuro e começa a chover. Aí vem um clarão bem forte, seguido de um barulho enorme. E a gente toma o maior susto! O nome desse fenômeno, poderoso e às vezes assustador, é raio. O raio nasce em nuvens grandes e escuras, que têm a parte de baixo lisa. Elas são conhecidas como cúmulos-nimbos e ficam bem altas, entre 2 e 18 quilômetros do chão. Quando estão cheias de gotículas de água e pequenos pedaços de gelo, caem grandes tempestades.Com o vento as pedrinhas de gelo batem umas nas outras. Essa agitação cria partículas de eletricidade na nuvem.Se uma nuvem com muitas partículas elétricas negativas encontra outra com muitas partículas positivas, elas trocam essas partículas, formando uma corrente elétrica poderosa. Também pode acontecer de se formar uma corrente elétrica entre uma nuvem e o solo. Nos dois casos, o resultado final é o raio. (MOIÓLI, Júlia. Revista Recreio n.411. Janeiro/2008)
Habilidade– Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
03.  A opinião da autora desse texto, a respeito dos raios, é que eles
(A) surgem em um clarão seguido de um barulho. 
(B)  nascem em grandes nuvens escuras.
(C)  são formados por corrente elétrica. 
(D)  são fenômenos poderosos e assustadores.
Leia o texto a seguir.
Piada de Sogra
O guarda manda o sujeito parar o carro. - Seus documentos, por favor. O senhor estava a 130km/h e a velocidade máxima nesta estrada é 100. - Não, seu guarda, eu estava a 100, com certeza. A sogra dele corrige: - Ah, Chico, que é isso! Você estava a 130 ou mais! O sujeito olha para a sogra com o rosto fervendo. - E sua lanterna direita não está funcionando... - Minha lanterna? Nem sabia disso. Deve ter pifado na estrada...
A sogra insiste: - Ah, Chico, que mentira! Você vem falando há semanas que precisa consertar a lanterna! O sujeito está fulo e faz sinal à sogra para ficar quieta. - E o senhor está sem o cinto de segurança. - Mas eu estava com ele. Eu só tirei para pegar os documentos! - Ah, Chico, deixa disso! Você nunca usa o cinto! O sujeito não se contém e grita para a sogra: - CALA ESSA BOCA! O guarda se inclina e pergunta à senhora: - Ele sempre grita assim com a senhora? Ela responde: - Não, seu guarda. Só quando ele bebe.
Habilidade- Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
 02. De acordo com o texto, quem proferiu a fala seguinte: “Ah, Chico, deixa disso! Você nunca usa o cinto!”
(A) o narrador.         
(B) o guarda.           
 (C) a sogra.      
 (D) o Chico.
Habilidade- Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
03. Há traço de humor no trecho
(A) “Minha lanterna? Nem sabia disso. Deve ter pifado na estrada...”
(B) “Mas eu estava com ele. Eu só tirei para pegar os documentos!”
(C) “Cala essa boca!”                  (D) “Não, seu guarda. Só quando ele bebe.”
ATIVIDADE 1
Leia o texto.                                                             "Jéssica veio do céu"
Jéssica é somente uma garota de 11 anos [...]. Mas tem a coragem de uma leoa e a calma de um anjo da guarda. Na noite do domingo 3, a casa em que ela mora se transformou num inferno que ardia em chamas porque um de seus irmãos causou o acidente ao riscar um fósforo. Larissa, de sete anos, Letícia, de três, e o menino de oito que involuntariamente provocou o incêndio foram salvos porque Jéssica (apesar de seus 11 anos) se esqueceu de sentir medo. Mesmo com a casa queimando, a garganta sufocando com a fumaça e a porta da rua trancada por fora (a mãe saíra), a menina não se desesperou. Abriu a janela de um quarto e através dela colocou, um por um, todos os irmãos para fora. Enquanto fazia isso, rezava. Ninguém sofreu sequer um arranhão. Só então Jéssica pensou em si própria. E sentiu muito medo. Pulou a janela e disparou a correr. (Revista Veja. São Paulo: Abril, 18 de Fevereiro de 2004.)
Habilidade- Reconhecer o gênero discursivo.
01. O texto acima é 
(A) uma reportagem.(B) uma notícia.(C) uma crônica.(D) um relato.
Habilidade- Identificar o tema de um texto.
02. O texto trata, principalmente
(A) de uma garota de 11 anos.(B) de um anjo da guarda.(C) de uma menina medrosa.(D) de uma garota que deixou de ter medo.
Habilidade- Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
03. No trecho “Larissa, de 7 anos, Letícia, de 3 anos, e o menino de 8, que involuntariamente provocou o incêndio, foram salvos porque Jéssica (apesar de seus 11 anos) se esqueceu de sentir medo”.(l . 5), o trecho destacado se refere a (ao)
(A) Larissa (de 7).(B) Letícia (de 3).(C) menino (de 8).(D) Jéssica (de 11).
Habilidade- Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.
04. De acordo com o texto, a expressão que substitui o termo em destaque é (ver exercício nº 3)
(A) o culpado pelo incêndio. (B) o causador involuntário do incêndio.(C) o provocador do incêndio. (D) o responsável pelo incêndio.
Leia o texto abaixo.

Qual a origem do doce brigadeiro?

Em 1946, seriam realizadas as primeiras eleições diretas para presidente após os anos do estado novo, de Getúlio Vargas. O candidato da aliança PTB/PSD, Eurico Gaspar Dutra, venceu com relativa folga. Mas o titulo de maior originalidade na campanha ficou para as correligionárias do candidato derrotado, Eduardo Gomes (da UDN).
Brigadeiro da aeronáutica, com pinta de galã, Eduardo Gomes tinha um apoio, digamos, entusiasmado. Para fazer o corpo-a-corpo com eleitorado, senhoras da sociedade saiam às ruas convocando as mulheres a votar em Gomes, com o slogan: vote no brigadeiro. Ele é bonito e solteiro. Não satisfeito ainda promoviam almoços e chás, nos quais serviam um irresistível docinho coberto com chocolate granulado. Ao qual deram o nome, claro, de brigadeiro. (Almanaque das curiosidades).

Habilidade- Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.

04.  A finalidade desse gênero de texto é

(A) trazer uma informação.(B) refutar um argumento.

(C) advertir as pessoas.(D) propor mudanças.


Leia o texto.
O Leão e o Rato

            Estava um rato prestes a ser devorado por um gato faminto quando um leão que passava por perto, comovido com seu desespero, espantou o gato pra longe. Refeito do susto, o ratinho agradeceu:
– Muito obrigado por salvar minha vida, majestade. O senhor é o rei da floresta e não precisaria se incomodar com um ser tão insignificante como eu. Mas um dia eu hei de lhe retribuir este favor.O leão, que não havia feito aquilo pensando em recompensa, seguiu o seu caminho:
– Pobre ratinho, como poderia ele retribuir um favor ao rei dos animais? No dia seguinte, o leão estava andando distraído quando pisou numa rede estendida para aprisioná-lo. Assim que pôs a pata na armadilha, a rede se fechou sobre o seu corpo.
– Ai de mim. Ficarei aqui a noite inteira até que cheguem os caçadores e me matem sem dó nem piedade.Eis que pela estrada vem passando o ratinho seu amigo. Ao ver o leão naquela situação, prontificou-se no mesmo instante:
_ É já que vou retribuir o favor que você me fez. E pôs-se a roer as cordas até livrar o leão da rede dos caçadores. (Fábulas de Esopo. Adapt. de Ivana Arruda Leite. São Paulo: Escala Educacional. 2004)

Habilidade- Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto. 
05.  A fábula recebeu esse título porque

( A ) indica quem são os personagens principais.( B ) indica que o leão é o rei dos animais.
( C) indica que o leão e o rato são os personagens secundários.
( D ) nega os fatos importantes acontecidos com todos os personagens.

Habilidade : Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.

06.  O verbo refazer foi empregado no texto como sinônimo de
      
(A) reparar, arrumar.   (B) reorganizar, reformar.(C) fazer de novo, corrigir  (D) restaurar as forças, revigorar-se.

Leia o texto a seguir.
A Raposa e o Cancão

Passara a manhã chovendo, e o Cancão todo molhado, sem poder voar, estava tristemente pousado à beira de uma estrada. Veio à raposa e levou-o na boca para os filhinhos. Mas o caminho era longo e o sol ardente. Mestre Cancão enxugou e começou a cuidar do meio de escapar da raposa. Passam perto de um povoado. Uns meninos que brincavam começam a dirigir desaforos à astuciosa caçadora. Vai o Cancão e fala:
_ Comadre raposa, isto é um desaforo! Eu se fosse você não aguentava! Passava uma descompostura!...
A raposa abre a boca num impropério terrível contra a criançada. O Cancão voa, pousa triunfantemente num galho e ajuda a vaiá-la. (Cascudo, Luiz câmera).

                       Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
        07.  No final da história, a raposa foi

(A) corajosa.
(B) cuidadosa.
(C) esperta.
(D) ingênua.




Leia o texto abaixo.

A Boneca Guilhermina

Esta é a minha boneca, a Guilhermina. Ela é uma boneca mito bonita, que faz xixi e coco. Ela é muito boazinha também. Faz tudo o que eu mando. Na hora de dormir, reclama um pouco. Mas depois que pega o sono, dorme a noite inteira! Às vezes ela acorda nomeio da noite e diz que está com sede. Daí eu dou água para ela. Daí ela faz xixi e eu troco a fralda dela. Então eu ponho a Guilhermina dentro do armário, de castigo. Mas quando ela chora, eu não aguento. Eu vou até lá e pego a minha boneca no colo. A Guilhermina é a boneca mais bonita da rua. (MUILAERT, A. A boneca Guilhermina).
Habilidade- Identificar o tema de um texto.
      08.   O texto trata, principalmente

(A) das aventuras de uma menina.                 (B) das brincadeiras de uma boneca.
(C) de uma boneca muito especial.                 (D) do dia a dia de uma menina.

Leia o texto abaixo.
O Feitiço do sapo

Todo lugar sempre tem um doido. Piririca da Serra tem Zoio. Ele é um sujeito cheio de ideias, fica horas falando e anda pra cima e pra baixo, numa bicicleta pra lá de doida, que só falta voar. O povo da cidade conta mais de mil casos de Zoio, e acha que tudo acontece, coitado, por causa da sua sincera mania de fazer “boas ações”. Outro dia, Zoio estava passando em frente à casa de Carmela, quando a ouviu cantar uma bela e triste canção. Zoio parou e pensou: que pena, uma moça tão bonita, de voz tão doce, ficar assim triste e sem apetite de tanto esperar um príncipe encantado. Isto não era justo. Achou que poderia ajudar Carmela a realizar seu sonho e tinha certeza de que justamente ele era a pessoa certa para isso. Zoio se pôs a imaginar como iria achar um príncipe para Carmela. Pensou muito para encontrar uma solução e finalmente teve uma grande ideia de jerico: foi até a beira do rio, pegou um sapo verde e colocou-o numa caixa bem na porta da casa dela. (FURNARI, Eva. O feitiço do sapo. São Paulo: Editora Ática, 2006, p. 4 e 5. Fragmento.)

Habilidade– Inferir uma informação implícita em um texto.
 09. Colocar um sapo na porta da casa de Carmela foi uma ideia de jerico, porque essa ideia é

(A)      secreta.(B)      Maldosa.(C)   perigosa. (D)   absurda.

                   - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.
10.    No trecho: Achou que poderia ajudar Carmela a realizar seu sonho e tinha certeza de que justamente ele era a pessoa certa para isso. O pronome ELE está substituindo
  
(A)    o príncipe.          (B)    o sonho.(C)    Zoio.    (D)    o narrador.   
Leia o texto abaixo.
Só serei feliz
Se tiver grana, roupas legais e puder gastar com o que bem entender.A gente não vai aqui repetir o velho ditado dizendo que “dinheiro não traz felicidade”, como se isso fosse um consolo para quem está sem grana. Mas também não dá para bancar a cínica e rebater afirmando que “trazer, não traz, mas compra”. Brincadeiras à parte, a verdade é que a felicidade é um estado que não se compra, mas pode ser encontrada nas coisas mais simples da vida. Você pode experimentar, por exemplo:
* Tomar um picolé; Levar seus olhos para passear e ver quanta coisa bonita existe na natureza para ser apreciada;
* Dividir uma pizza com os amigos; Andar de mãos dadas com o namorado;
* Surpreender seu pai que chegou cansado do trabalho com um beijo carinhoso;
* Sair para passear com seu cachorrinho; Tomar conta da filhinha da vizinha e brincar de fazer bolinhas de sabão.
Enfim, dá para resumir em poucas palavras: encontrar a felicidade é bem mais fácil do que você imaginava, não é mesmo? (Revista Atrevida. Número 161.janeiro/2008.pág.32.Fragmento adaptado.)
Habilidade– Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
11.  Esse texto foi escrito para :     (A)    pais.    (B)     garotas   (C)  namorados.         (D)  idosos.



O AVARENTO

Um avarento possuía uma barra de ouro, que mantinha enterrada no chão. Todos os dias ia lá dar uma olhada.  Um dia, descobriu que a barra fora roubada, e começou a se descabelar e a se lamentar aos brados.
           Um vizinho, ao vê-lo naquele estado, disse:
           __ Mas para que tanta tristeza? Enterre uma pedra no mesmo lugar e finja que é de ouro. Vai dar na mesma, pois quando o ouro estava aí você não o usava pra nada!  (Esopo. In: O livro das virtudes – O compasso moral, 1996)

        Habilidade- Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
03.    De acordo com o texto pode-se concluir que avarento é a pessoa que

(A)    gasta muito.(B)    come muito.(C)    possui muitos bens.(D)    só pensa em guardar dinheiro.

Habilidade- Inferir uma informação implícita em um texto.

04.    O provérbio que pode ser associado ao texto é

(A)    “Nem tudo que reluz é ouro.”               (B)    “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”

(C)    “Quem tudo quer, tudo perde.”             (D)    “Em terra de cego, quem tem um olho é rei.”

Texto I 

Cinquenta camundongos, alguns dos quais clones de clones, derrubaram os obstáculos técnicos à clonagem. Eles foram produzidos por dois cientistas da Universidade do Havaí num estudo considerado revolucionário pela revista britânica "Nature", uma das mais importantes do mundo. (...) 
A notícia de que cientistas da Universidade do Havaí desenvolveram uma técnica eficiente de clonagem fez muitos pesquisadores temerem o uso do método para clonar seres humanos. 
O Globo. Caderno Ciências e Vida. 23 jul. 1998, p. 36. 

Texto II 

Cientistas dos EUA anunciaram a clonagem de 50 ratos a partir de células de animais adultos, inclusive de alguns já clonados. Seriam os primeiros clones de clones, segundo estudos publicados na edição de hoje da revista "Nature". 
A técnica empregada na pesquisa teria um aproveitamento de embriões — da fertilização ao nascimento — três vezes maior que a técnica utilizada por pesquisadores britânicos para gerar a ovelha Dolly. 
Folha de S.Paulo. 1º caderno - Mundo. 03 jul. 1998, p. 16. 

Habilidade- Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação.
        06. Os dois textos tratam de clonagem. Qual aspecto dessa questão é tratado apenas no texto I? 
     (A) A divulgação da clonagem de 50 ratos. 
     (B) A referência à eficácia da nova técnica de clonagem. 
     (C) O temor de que seres humanos sejam clonados. 
     (D) A informação acerca dos pesquisadores envolvidos no experimento. 

Leia o texto.
Desejo de genro

Sogrinha, eu gostaria muito que a senhora fosse uma estrela.
— Quanta gentileza, genrinho. Mas por que você fala assim?
— Porque a estrela mais próxima está a milhões e milhões de quilômetros da Terra. (Calendário 2008 – Ed. Boa Nova Com. Livros Religiosos Ltda. – EPP).
Habilidade- Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
12.  O que dá um tom divertido a esse texto?
(A)    O genro comparar a distância das estrelas à distância que quer ter da sogra.
(B)  A existência de estrelas a milhões de quilômetros do planeta Terra
(C)     O genro chamar a sua sogra de “sogrinha” e querer que ela fosse uma estrela.
(D)  A gentileza do genro com a sua “sogrinha”, coisa rara de acontecer.


Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. (9º ano)



Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. (9º ano)

“CHATEAR” E “ENCHER”
Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer da cidade.
— Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo:
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar. Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:
— Por favor, o Valdemar chegou?
— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca
trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, liga de novo.
— Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado? O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim.
CAMPOS, Paulo Mendes. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, v.2, p. 35.

No trecho “Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar” (l. 7), o emprego do termo sublinhado sugere que o personagem, no contexto:
(A) era gentil.   (B) era curioso.  (C) desconhecia a outra pessoa. (D) revelava impaciência.


A CHUVA
A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva destroçou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva ligou o pára-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol.
ANTUNES, Arnaldo. As coisas. São Paulo: Iluminuras, 1996.

Todas as frases do texto começam com "a chuva". Esse recurso é utilizado para:

(A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade.
(B) provocar uma sensação de relaxamento dos sentidos.
(C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da chuva.
(D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva.


Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daquelas em que serão recebidos. (9º ano)

Texto I: Cinquenta camundongos, alguns dos quais clones de clones, derrubaram os obstáculos técnicos à clonagem. Eles foram produzidos por dois cientistas da Universidade do Havaí num estudo considerado revolucionário pela revista britânica “Nature”, uma das mais importantes do mundo. (...) A notícia de que cientistas da Universidade do Havaí desenvolveram uma técnica eficiente de clonagem fez muitos pesquisadores temerem o uso do método para clonar seres humanos. 
O Globo. Caderno Ciências e Vida. 23 jul. 1998, p. 36.


Texto II: Cientistas dos EUA anunciaram a clonagem de 50 ratos a partir de células de animais adultos, inclusive de alguns já clonados. Seriam os primeiros clones de clones, segundo estudos publicados na edição de hoje da revista “Nature”. A técnica empregada na pesquisa teria um aproveitamento de embriões — da fertilização ao nascimento — três vezes maior que a técnica utilizada por pesquisadores britânicos para gerar a ovelha Dolly. 
Folha de S.Paulo. 1º caderno – Mundo. 03 jul. 1998, p. 16.

Os dois textos tratam de clonagem. Qual aspecto dessa questão é tratado apenas no texto I?
(A) A divulgação da clonagem de 50 ratos.
(B) A referência à eficácia da nova técnica de clonagem.
(C) O temor de que seres humanos sejam clonados.
(D) A informação acerca dos pesquisadores envolvidos no experimento.
Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. (9º ano)

QUANDO A SEPARAÇÃO NÃO É UM TRAUMA
A Socióloga Constance Ahrons, de Wisconsin, acompanhou por 20 anos um grupo de 173 filhos de divorciados. Ao atingir a idade adulta, o índice de problemas emocionais nesse grupo era equivalente ao dos filhos de pais casados. Mas Ahrons observou que eles "emergiam mais fortes e mais amadurecidos que a média, apesar ou talvez por causa dos divórcios e recasamentos de seus pais". (...) Outros trabalhos apontaram para conclusões semelhantes. Dave Riley, professor da universidade de Madison, dividiu os grupos de divorciados em dois: os que se tratavam civilizadamente e os que viviam em conflito. Os filhos dos primeiros iam bem na escola e eram tão saudáveis emocionalmente quanto os filhos de casais "estáveis". (...) Uma família unida é o ideal para uma criança, mas é possível apontar pontos positivos para os filhos de separados. "Eles amadurecem mais cedo, o que de certa forma é bom, num mundo que nos empurra para uma eterna dependência.”
REVISTA ÉPOCA, 24/1/2005, p. 61-62. Fragmento.

No texto, três pessoas posicionam-se em relação aos efeitos da separação dos pais sobre os filhos: uma socióloga, um professor e o próprio autor. Entende-se a partir do texto que:

(A) a opinião da socióloga é discordante das outras duas.
(B) a opinião do professor é discordante das outras duas.
(C) as três opiniões são concordantes entre si.
(D) o autor discorda apenas da opinião da socióloga.

D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. (9º ano)

Texto I: MAPA DA DEVASTAÇÃO
A organização não-governamental SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais terminaram mais uma etapa do mapeamento da Mata Atlântica (www.sosmataatlantica.org.br). O estudo iniciado em 1990 usa imagens de satélite para apontar o que restou da floresta que já ocupou 1,3 milhão de km2, ou 15% do território brasileiro. O atlas mostra que o Rio de Janeiro continua o campeão da motosserra. Nos últimos 15 anos, sua média anual de desmatamento mais do que dobrou.
Revista Isto É – nº 1648 – 02-05-2001 São Paulo – Ed. Três.


Texto II: HÁ QUALQUER COISA NO RIO, ALÉM DAS FAVELAS
Nem só as favelas brotam nos morros cariocas. As encostas cada vez mais povoadas no Rio de Janeiro disfarçam o avanço do reflorestamento na crista das serras, que espalha cerca de 2 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica em espaço equivalente a 1.800 gramados do Maracanã. O replantio começou há 13 anos, para conter vertentes ameaçadas de desmoronamento. Fez mais do que isso. Mudou a paisagem. Vista do alto, ângulo que não faz parte do cotidiano de seus habitantes, a cidade aninha-se agora em colinas coroadas por labirintos verdes, formando desenhos em curva de nível, como cafezais.
Revista Época – nº 83. 20-12-1999. Rio de Janeiro – Ed. Globo. p. 9.

Uma declaração do segundo texto que CONTRADIZ o primeiro é:
(A) a mata atlântica está sendo recuperada no Rio de Janeiro.
(B) as encostas cariocas estão cada vez mais povoadas.
(C) as favelas continuam surgindo nos morros cariocas.
(D) o replantio segura encostas ameaçadas de desabamento.



D7 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.

O RATO DO MATO E O RATO DA CIDADE
Um ratinho da cidade foi uma vez convidado para ir à casa de um rato do campo. Vendo que seu companheiro vivia pobremente de raízes e ervas, o rato da cidade convidou-o a ir morar com ele:
—Tenho muita pena da pobreza em que você vive — disse.
— Venha morar comigo na cidade e você verá como lá a vida é mais fácil.
Lá se foram os dois para a cidade, onde se acomodaram numa casa rica e bonita. Foram logo à despensa e estavam muito bem, se empanturrando de comidas fartas e gostosas, quando entrou uma pessoa com dois gatos, que pareceram enormes ao ratinho do campo.
Os dois ratos correram espavoridos para se esconder.
— Eu vou para o meu campo — disse o rato do campo quando o perigo passou.
— Prefiro minhas raízes e ervas na calma, às suas comidas gostosas com todo esse susto.
Mais vale magro no mato que gordo na boca do gato.
Alfabetização: livro do aluno 2ª ed. rev. e atual. / Ana Rosa Abreu... [et al.]  Brasília: FUNDESCOLA/SEF - MEC, 2001. 4v. : p. 60 v. 3

O problema do rato do mato terminou quando ele:
(A) descobriu a despensa da casa.
(B) se empanturrou de comida.
(C) se escondeu dos ratos.
(D) decidiu voltar para o mato.


A CHUVA
A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva destroçou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva ligou o pára-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol.
ANTUNES, Arnaldo. As coisas. São Paulo: Iluminuras, 1996.

Todas as frases do texto começam com "a chuva". Esse recurso é utilizado para:

(A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade.
(B) provocar uma sensação de relaxamento dos sentidos.
(C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da chuva.
(D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva.