sábado, 1 de março de 2014

PROJETO CARNAVAL

PROJETO CARNAVAL


Público alvo: Educação infantil e Ensino fundamental
Período: 02/02/12 a 17/02/12

APRESENTAÇÃO
Considerando-se o carnaval como fenômeno contribuinte para a formação da cultura brasileira e levando em conta sua importância como símbolo de identidade nacional, esse projeto busca desenvolver metodologias de trabalho que visam uma análise interdisciplinar do carnaval, promovendo novas possibilidades de conhecimentos a educadores e educandos de forma inovadora e educativa.

O projeto tem como foco trabalhar a interdisciplinaridade do carnaval numa perspectiva de reconstrução do conhecimento, aliado aos recursos tecnológicos, como ferramenta fundamental para a socialização do conhecimento, disseminando informações e culturas e, sobretudo não apenas transmitir, mas reconstruir o conhecimento através da interdisciplinaridade.
Trabalhar o carnaval de forma interdisciplinar envolve a contextualização do conhecimento, evocando fatos da via pessoal, social e cultural, principalmente o trabalho e a cidadania.

Este projeto tem o intuito de ir além da simples justaposição de disciplinas, contando com a participação de educadores e educandos para que ambos possam interagir em busca de objetivos comuns.

OBJETIVO GERAL

Desenvolver o tema carnaval de forma interdisciplinar e inovadora, aliado aos recursos tecnológicos, envolvendo educadores e educandos, proporcionando uma nova visão do carnaval sob prismas distintos.

Proporcionar aos educandos de constituírem relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos que já possuem, conseguindo aprendizagens que possibilitem a interferência em uma nova realidade, desencadeando novas ações.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  Reconhecer o carnaval brasileiro como a maior festa do mundo;
  Conhecer a história do carnaval no Brasil e suas características;
  Coletar dados sobre o carnaval no Brasil;
  Conscientizar as crianças no sentido de que é preciso não confundir diversão com confusão;
  Desenvolver o gosto pela leitura;
  Trabalhar o raciocínio e a memória;
  Desenvolver a linguagem oral e escrita;
  Desenvolver o gosto por poemas e músicas;
  Desenvolver a percepção e a coordenação motora;
  Estimular o ritmo;
  Despertar e educar a atenção e a observação;
  Proporcionar liberdade de auto-expressão;
  Possibilitar habilidades com as mãos;
  Desenvolver o espírito criador.

CONTEÚDOS

  O carnaval
  Linguagem oral e escrita
  O fazer artístico
  Apreciação musical
  Expressividade
  Equilíbrio e coordenação
  Estatística
  DST’s
  Efeito de bebidas e drogas


ESTRATÉGIAS

  Trabalho em sala com músicas, poemas, parlendas, painéis e etc.
  Pesquisa
  Dança
  Desenho
  Pintura
  Jogos diversos
  Recorte e colagem
  Vídeos
  CD’s
  Máscaras
  Oficinas de máscaras e fantasias
  Murais informativos

CULMINÂNCIA

13/02 Desfile de máscaras – 6º anos
14/02 Desfile de fantasias – 7º anos
15/02 Apresentação do Olodum – 8º anos
16/02 Apresentação do frevo – 9º anos
            Apresentação – 1º ano
            Apresentação – 5º ano
            Baile

AVALIAÇÃO

Processual e contínua, valorizando a expressividade a criatividade e a integração de todos os envolvidos.

SUGESTÃO DE ATIVIDADES RELACIONADAS AO CARNAVAL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

  LÍNGUA PORTUGUESA, HISTÓRIA E ARTE:
Explore com os alunos os enredos de algumas escolas de samba. Geralmente, eles contam uma história. Ajude os alunos a estabelecer relações com o que é dito na música e a realidade.

  MATEMÁTICA:
Estatística, porcentagem de índice de violência, bebida alcoólica e uso de drogas.

  ARTE, GEOGRAFIA E EDUCAÇÃO FÍSICA:
Como é festejado o carnaval em Recife, Olinda, Manaus? Que outros carnavais existem no mundo? Divida a classe em grupos e encarregue cada um de pesquisar um carnaval específico: Veneza, Recife, Olinda, Rio de Janeiro e etc. Os grupos podem apresentar sua pesquisa para os colegas utilizando músicas, danças, adereços e fantasias de acordo com o carnaval do local pesquisado. Uso de mapas para a localização de estados e países.

  HISTÓRIA
Incentive os alunos a pesquisar a história do carnaval e estabelecer um paralelo entre as antigas brincadeiras de rua e a comemoração atual.

  ENSINO RELIGIOSO
O carnaval, desde sua origem, está relacionado a permissividade. Peça que os alunos pesquisem o evento desde a antiguidade, até a modernidade. Aliás, esse aspecto é bastante curioso, pois a festa sempre foi malvista pela sociedade tradicional e por organizações religiosas. Alguns jovens e adultos, empolgados com esse significado do evento, creditam que é hora de libertar as fantasias, se despojar da censura e se entregar ao sexo sem compromisso e sem conseqüências. O resultado para quem não pratica sexo seguro: doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

Texto Informativo Carnaval

Texto Informativo
Carnaval
O que é carnaval?
O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
O Carnaval diz muito sobre a história do Brasil e da antiga sociedade europeia. Segundo algumas correntes, o Carnaval teria como marco inicial os cultos agrários de povos antigos como os egípcios, persas, fenícios e gregos. As comemorações marcavam o início da primavera, quando os povos dançavam ao redor de fogueiras, usando máscaras e adereços para a garantia de uma boa colheita.

A festa só surgiu como verdadeira prática pagã (sem crença religiosa) no Império Romano. Depois, foi incorporada ao calendário católico pela Igreja e chegou ao Brasil junto à colônia portuguesa. Aqui a comemoração foi encorpada pelas manifestações culturais dos negros escravos, a grande massa popular no Brasil do século 19.
                                                         História do Carnaval
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem europeia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas.
As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado. A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.
Bonecos gigantes em Recife
O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região norte do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.
                                                          
                                                                   



   Marchinhas de carnaval
Marcha de Carnaval, também conhecida como "marchinha", é um gênero de música popular que esteve no carnaval dos brasileiros dos anos 20 aos anos 60 do século XX, altura em que começou a ser substituída, na preferência do público, pelo samba enredo.Na origem foi, no entanto, um estilo musical importado para o Brasil. Descende diretamente das marchas populares portuguesas, partilhando com elas o compasso binário das marchas militares, embora mais acelerado, melodias simples e vivas. Marchas portuguesas faziam grande sucesso no Brasil até 1920. A verdadeira marchinha de carnaval brasileira começou a surgir no Rio de Janeiro e atingiu o apogeu com intérpretes com Carmem Miranda. 
7 manifestações culturais que acontecem no período de carnaval:

Entrudo
É basicamente o primeiro formato do carnaval popular brasileiro, e surgiu durante o Império (século 19). O nome da manifestação significava "entrada". Tratava-se de celebrações populares realizadas pelos escravos negros nas ruas das cidades. Para a folia, eram usados artifícios como água perfumada e batuques animados por bumbos e tambores. Foi depois desse tipo de festa nas ruas que surgiram os primeiros clubes carnavalescos precursores das atuais escolas de samba.

Marchinhas
Esse gênero musical tem origem nas marchas populares portuguesas e foi o principal ritmo do Carnaval brasileiro da década de 1920 à década de1960. Também chamada de marcha de Carnaval, as marchinhas tiveram a pianista Chiquinha Gonzaga como mãe de composição. As marchinhas atingiram seu auge com as interpretações de nomes consagrados da música popular brasileira, entre eles Carmen Miranda, Dalva de Oliveira, João de Barro, o Braguinha, Noel Rosa, Ary Barroso e Lamartine Babo.

Samba : Esse ritmo teve sua origem musical e cultural no samba de roda realizado em Estados nordestinos do Brasil. O gênero musical ganhou uma conotação urbana no Rio de Janeiro, onde se misturou com outros ritmos como a polca, o maxixe e o xote. A partir daí, o samba urbano e carnavalesco tomou as ruas de muitas cidades do Brasil.

Maracatu : Existem dois tipos de maracatu, o de Baque Virado, também conhecido como Maracatu Nação, e o de Baque Solto, também chamado de Maracatu Rural. O registro mais antigo que se tem sobre o Maracatu de Baque Virado data de 1711, mas sua origem é incerta. O que se sabe é que ele surgiu em Pernambuco e vem se transformando desde então. A manifestação tem relação com o candomblé (religião de matriz africana) e com a coroação de escravos negros, antiga estratégia de dominação desse povo pelos colonizadores. O ritmo é marcado por instrumentos de percussão e a dança se desenvolve num cortejo que conta com rei, rainha e toda uma corte simbólica. Já o Maracatu Rural não tem vínculo religioso e se associa ao folclore pernambucano. As personagens principais dessa manifestação são os caboclos de lança, representados por trabalhadores rurais que com as mesmas mãos que cortam cana, lavram a terra e carregam peso, bordam suas fantasias e tocam o ritmo acelerado da música.

Afoxé : É manifestação afro-brasileira também chamada de candomblé de rua. O termo afoxé provém da língua africana iorubá. O ritmo se mostra nas ruas misturando dança, cantos religiosos e batucadas feitas com instrumentos de percussão.

Samba de roda : É a origem do samba brasileiro. Esse ritmo nasceu na Bahia, mais precisamente no Recôncavo Baiano, e está associado à cultura afro-brasileira. A música se compõe principalmente na junção dos sons do pandeiro, do atabaque, das palmas e dos cantos dos dançantes reunidos em roda.

Frevo  : Esse ritmo típico do Nordeste brasileiro nasceu em Pernambuco, no fim do século 19. Extremamente acelerado, o frevo é um ritmo criado por compositores de música ligeira, feita para o carnaval. A dança é marcada pelos inconfundíveis passos soltos e acrobáticos.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Construção geométrica

Construção geométrica

Construção geométrica. Ilustrações: Carlo Giovani
Objetivo 
Reconhecer, formular e interpretar características de figuras geométricas para comunicar suas posições em uma construção.

Anos 

4º e 5º.

Tempo estimado
Seis aulas.

Material necessário
Seis coleções idênticas de figuras geométricas tridimensionais, feitas de papel-cartão, com vários cubos e tipos de prismas e pirâmides, e seis folhas de papel ofício branco.

Desenvolvimento 
1ª ETAPA Divida a classe em seis grupos, sendo três denominados A e os outros, B. Cada grupo A fica associado a um B. Todas as equipes recebem uma coleção de dez sólidos. O time A cria com eles uma construção sobre a folha branca sem que o B veja. Depois os alunos elaboram uma mensagem para que os oponentes realizem uma construção idêntica. Mas nela não pode haver desenhos. O grupo B tenta executar a tarefa sem fazer perguntas. Na primeira rodada, espera-se que os esquemas não coincidam. Essa dificuldade inicial dará a deixa para você organizar uma discussão sobre os equívocos das mensagens. Que figuras poderiam ter sido escolhidas para não haver confusão? Que termos explicariam melhor a parte em que uma está encostada na outra? Aproveite para recordar e estimular o uso dos nomes corretos e de termos como arestas, vértices e faces. Promova uma síntese e anote em um cartaz alguns combinados:

Dizer o nome da forma geométrica.

Descrever as características dos lados.

Indicar as faces das figuras que se tocam na construção.

Se a figura tiver pontas, deixar claro o lado para o qual ela aponta.

2ª ETAPA Repita o jogo em várias aulas, alternando as equipes que constroem e as que fazem a montagem com base nas indicações. Antes de cada rodada, leia os combinados anteriores.

Avaliação 
Faça uma construção com o material geométrico e peça que os alunos elaborem a mensagem com as instruções necessárias para montá-la, verificando o uso dos termos ensinados. Solicite também que eles comparem textos e elaborem algumas construções coletivas a partir delas.



Ponha o cubo no centro da folha.

Coloque sobre ele o prisma, alinhando uma de suas arestas maiores com a aresta superior esquerda do cubo.

O paralelepípedo deve ir ao lado do prisma, com uma das faces menores para baixo e com uma das arestas alinhada com a aresta superior do cubo.

Equilibre a pirâmide de base quadrada sobre o paralelepípedo.

Coloque o cilindro atrás do paralelepípedo e do prisma.


Fonte: Atividade adaptada da situação proposta por Claudia Broitman e Horacio Itzcovich no livro Matemática El estúdio de las figuras y de los cuerpos geométricos (Ed. Novedades Educativas)

Metro, quilômetro. Litro, mililitro

Metro, quilômetro. Litro, mililitro


Grandezas e medidas: Metro, quilômetro, litro e mililitro. Ilustração: Carlo Giovani
Ilustração: Carlo Giovani
Objetivo
Aprofundar o estudo de equivalências entre unidades de medida, usando as características do sistema numérico, a multiplicação e a divisão pela unidade seguida de zeros, e as relações de proporcionalidade direta.


Ano 

5º.

Tempo estimado 

Seis aulas.

Desenvolvimento 
1ª ETAPA Peça que os alunos completem uma tabela como a sugerida acima e depois apresente os seguintes problemas:

Tenho 1 litro de água. Quantos vidros de 10 mililitros posso encher com esse conteúdo? E se as garrafas forem de 1 decilitro?

Tenho uma caixa de 300 decagramas, uma de 2 quilogramas e outra de 30 hectogramas. Qual é a mais pesada? Estimule a turma a reconhecer que é mais fácil comparar quando as medidas são escritas na mesma unidade. Peça que todos criem outros exemplos.

2ª ETAPA Elabore situações nas quais os alunos tenham de recorrer às expressões decimais e fracionárias. Eles reconhecerão que 1/100 de metro equivale a 1 centímetro; que 1/1000 de litro equivale a 1 mililitro; e que 0,25 grama equivale a 250/1000 de gramas ou 250 miligramas. Algumas sugestões:

Quais das seguintes igualdades são verdadeiras?
1 ml = 0,001 litro
1 ml = 0,01 litro
1 ml = 1/100 litro
1 ml = 1/1000 litro

Uma bolsa pesa 2 370 miligramas e outra, 2,3 quilogramas. Qual delas é a mais pesada?

Para calcular a dose de um remédio, o pediatra lê na bula que, para uma criança de 9 anos, são indicados 15 mililitros para cada 10 quilos de peso, e a quantidade deve ser dividida em três doses diárias. Qual é a quantidade de remédio que um paciente de 9 anos e 42 quilos deve tomar a cada dose? Organize grupos para discutir e buscar soluções. Peça que a garotada reflita sobre as equivalências válidas. As explicações podem ser do tipo: 7,5 litros são o mesmo que 7 500 mililitros porque em 1 litro há 1000 mililitros e em meio litro, 500.

Avaliação 
Observe se os conteúdos foram aprendidos pedindo que a turma preencha uma tabela semelhante à sugerida acima, usando gramas, quilogramas, mililitros, litros, metros e quilômetros.

Fonte: Atividade adaptada da situação proposta no documento Orientações didáticas para o ensino de medidas no Segundo Ciclo , do Governo da Província de Buenos Aires, Argentina, 2007

Mesa de 6,5 sapatos

Mesa de 6,5 sapatos

Grandezas e Medidas. Ilustração: Carlo Giovani
Ilustração: Carlo Giovani
Objetivo Usar unidades convencionais e não-convencionais para tirar medidas de comprimento.

Ano 
1º.

Tempo estimado
Oito aulas.

Material necessário 

Sapatos, tiras de papel do comprimento e da largura da mesa do professor, papel quadriculado, fita métrica, régua, trena ou metro de construção.

Desenvolvimento 
1ª ETAPA Apresente a situação-problema: Precisamos pedir a um carpinteiro que faça uma mesa igual à minha. Como podemos descobrir as medidas usando os recursos que temos em classe? Provavelmente as crianças decidirão usar o corpo (dedos, mãos, antebraço, pernas) ou recorrerão a objetos como estojo ou lápis. Organize duplas de trabalho para fazer a medição. Coloque os resultados no quadro e proponha que as crianças comparem os números a que chegaram usando diversos instrumentos . Elas perceberão que o objeto de medir tem de ser menor do que aquele que será medido, deve ser reproduzido até que este último esteja totalmente coberto e o resultado depende da unidade.

2ª ETAPA Para aprofundar a discussão, outro problema: que tal dar saltos e tentar medi-los? Como fazer isso? Quem sabe marcando os pontos de partida e de chegada e verificando quantos pés cabem nesse intervalo. Depois que um dos alunos tenha realizado a tarefa, meça você a distância com o seu pé. Repita a atividade até que todos percebam a diferença entre os resultados. Certamente alguém dirá: O seu pé é maior do que o nosso .

3ª ETAPA Apresente instrumentos de medição como fita métrica, réguas e trenas. Muitos estudantes saberão a função deles, mas talvez nunca tenham usado nenhum. Deixe que explorem os objetos e distribua tiras de papel do comprimento e da largura da mesa, pedindo que façam com eles uma fita métrica. No final, compare as marcações: cada uma ficará de um jeito. A mesa então poderá medir 78, 23, 24 ou 30 unidades. Ficará claro que não foram construídas fitas métricas convencionais. Sugira que as produzidas sejam colocadas lado a lado. Um dos alunos pode observar: Temos de pegar a certa . Mas qual será? A percepção de que existe uma unidade-padrão de medida ainda está distante.

4ª ETAPA Organize a turma em grupos de três ou quatro crianças para medir a mesa. Use agora o sapato de uma delas. Distribua as tiras de papel correspondentes ao comprimento e à largura do objeto, orientando os estudantes a marcar sobre elas o contorno do calçado, um ao lado do outro, até cobri-las por inteiro. Quantas pegadas foram feitas? Repita a operação no sentido da largura. Peça um desenho de um retângulo de tamanho natural representando o tampo da mesa com os resultados obtidos (6,5 sapatos por 3?). Sugira então o uso da fita métrica para medir um dos registros do sapato (cerca de 20 centímetros?). Pergunte quantas vezes ele se repete. Alguém deduzirá: Temos 20 + 20 + 20 + 20 + 20 + 20 e um pedaço menor que 20 . Assim, as crianças terão percebido que o comprimento da mesa é a soma de medidas parciais. E o pedaço menor? É possível verificar com a fita métrica o valor e agregá-lo ao restante. Agora existem duas medidas para o comprimento da mesa: 6,5 sapatos e mais 12 centímetros. Como fazer? Com essa atividade, as crianças descobrirão a fita métrica como escala de valores que mede a distância entre dois pontos, sem variação de resultados.

5ª ETAPA Peça que as crianças meçam os pés da mesa e, com todos os dados, a representem em uma folha quadriculada, colocando as medidas. Ao fazer o esquema para ser encaminhado ao carpinteiro, é possível que surja uma dúvida: Ele vai entender melhor se a gente usar as medidas em sapatos ou os números da fita métrica? Estimule as crianças a discutir a questão e decidir.

Avaliação 
Adapte a atividade para a confecção de um jogo ou outro objeto útil à turma e confeccione-o com os alunos, que devem usar os conceitos estudados na montagem do esquema.

Fonte: Atividade adaptada da situação proposta no livro Scarpa e Metro I Bambini e la Misura (Reggio Children), Reggio Emilia, Itália, 1997

Qual é o perímetro?

Qual é o perímetro?

Objetivos
Familiarizar os alunos com a noção de perímetro
Estimar e fazer cálculos.

Ano 
5º.

Tempo estimado

Duas aulas.

Desenvolvimento 
Proponha às crianças problemas que estimulem o trabalho com medição, aproximação ou cálculo para determinar ou comparar o perímetro de figuras geométricas retilíneas. A idéia é proporcionar a oportunidade de desenvolver estratégias e elaborar generalizações. Elas podem concluir que para chegar ao perímetro basta somar as medidas dos lados. Ou que, no caso dos quadrados, é possível multiplicar por 4 a medida de um deles. Ou ainda, com retângulos, dá certo somar dois lados diferentes e calcular o dobro.
Sugestões de problemas:
1. Os jogadores de um time de futebol começam o aquecimento dando três voltas completas no campo, que tem 105 metros de comprimento por 75 metros de largura. Quantos metros eles percorrem?
2. A figura 1 (abaixo) é a planta baixa de dois cômodos de uma casa. Quantos metros de madeira devo comprar para colocar um rodapé em todo o entorno dos dois?




Avaliação 
Mostre aos alunos a figura 2 (abaixo), afirmando que perímetro é maior que 12 centímetros e menor que 20 centímetros. Pergunte se eles estão de acordo com a afirmação e peça que expliquem o raciocínio. Observe se entenderam o conceito estudado em classe.


Fonte: Atividade adaptada da situação proposta no documento "Orientações Didáticas para o Ensino de Medidas no Segundo Ciclo", do Governo da Província de Buenos Aires, Argentina, 2007

Sequência Didática

Sequência Didática

Explosão demográfica

Ilustrações Carlo Giovani
Ilustrações Carlo Giovani Clique para ampliar
Objetivos- Resolver problemas de adição e subtração em situações correspondentes a novos significados (busca do estado inicial, incógnita na transformação, combinação de transformações etc.) por meio de diferentes estratégias e posterior comparação das mesmas.
- Reconhecer a operação de subtração como uma estratégia possível para resolver esse tipo de problema.
- Usar a calculadora para controlar e conferir cálculos.
Conteúdo
Problemas envolvendo a ideia de transformação

Ano5º.
Material necessário
Tabelas como as mostradas na ilustração acima.

Tempo estimado
Cinco aulas.

Desenvolvimento
1ª etapaProponha os seguintes problemas:
- Penso um número, acrescento 40 e obtenho como resultado 90. Que número pensei?
- Qual número preciso somar a 358 para obter como resultado 1.000? E para obter 2.000? E para obter 3.000? O que você pensou para responder à primeira pergunta serviu para responder às outras?

2ª etapa
Explique à turma que a primeira tabela mostra a quantidade de habitantes de uma cidade em diferentes épocas. Comente que, no fim de 1988, uma grande indústria se instalou na região e muitas pessoas mudaram para lá, causando uma explosão demográfica.

Depois entregue para cada um a cópia das duas tabelas. Explique que falta acrescentar alguns dados. Antes de iniciar o problema, tome o cuidado de conversar com as crianças sobre as informações disponíveis: no ano de 1982, havia 43.514 pessoas na cidade. Em 1986, já eram72.093. O que aconteceu? A população aumentou ou diminuiu? Quanto?

Proponha que as crianças resolvam apenas a primeira linha da tabela e discutam as estratégias utilizadas. Deixe para outro dia a resolução dos demais itens. Selecione dois procedimentos utilizados pelos alunos: um que some os habitantes de 1982 e de 1986 e outro que busque o complemento. Proponha que as crianças trabalhem em duplas para explicar ao colega como funciona cada estratégia. Pergunte: as duas servem para resolver o problema?

3ª etapa
Organize depois uma conversa coletiva para explicitar que a subtração é a operação mais conveniente para esse caso. Para perceber isso, as crianças podem usar a calculadora refazendo e checando os procedimentos usados e vendo em qual deles a solução apareceu mais rápido.

4ª etapa
Ao propor o segundo problema (população de 1982-1988), diga aos alunos que, para resolvê-lo, eles devem retomar as discussões e conclusões referentes ao problema anterior (população de 1982-1986).

AvaliaçãoDepois de ter orientado os alunos a resolver do jeito deles e a realizar as anotações, elabore outras tabelas para diagnosticar o aprendizado. Peça que os estudantes resolvam os seguintes problemas utilizando uma das estratégias apresentadas pelos colegas. Quanto aumentou a população em cada período? Quantas pessoas passaram a morar na cidade após a construção da fábrica?
Fonte Atividade adaptada de propostas da educadora argentina Patricia Sadovsky