terça-feira, 3 de setembro de 2013

SIMULADOS PARA PROVA BRASIL
















































































































FONTE: INTERNET

Alfabetização


Resolvendo problemas









ATIVIDADES - PROVA BRASIL II

ATIVIDADES - PROVA BRASIL

O homem que entrou pelo cano
Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. Depois se acostumou. E, com a água, foi seguido. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos familiares. Vez ou outra um desvio, era uma seção que terminava em torneira.
Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não era interessante.
No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava. Então percebeu que as engrenagens giravam e caiu numa pia. Á sua volta era um branco imenso, uma água límpida. E a cara da menina aparecia redonda e grande, a olhá-lo interessada. Ela gritou:“ Mamãe, tem um homem dentro da pia”.
Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e ele desceu pelo esgoto.
BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras Proibidas. São Paulo: Global, 1988.

O conto cria uma expectativa no leitor pela situação incomum criada pelo enredo. O resultado não foi o esperado porque

(A) a menina agiu como se fosse um fato normal.
(B) o homem demonstrou pouco interesse em sair do cano.
(C) a engrenagens da tubulação não funcionaram.
(D) a mãe não manifestou nenhum interesse pelo fato.
O homem de meia-idade.(Lenda chinesa)
Havia outrora um homem de meia-idade que tinha duas esposas. Um dia, indo visitar a mais jovem, esta lhe disse:
_ Eu sou moça e você é velho; não gosto de morar com você. Vá habitar com sua esposa mais velha.
Para poder ficar, o homem arrancou da cabeça os cabelos brancos. Mas, quando foi visitar a esposa mais velha, esta lhe disse, por sua vez:
_ Eu sou velha e tenho a cabeça branca; arranque, pois, os cabelos pretos que tem.
Então o homem arrancou os cabelos pretos para ficar de cabeça branca. Como repetisse sem tréguas tal procedimento, a cabeça tornou-se-lhe inteiramente calva. A essa altura, ambas as esposas acharam-no horrível e ambas o abandonaram.


FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, RÓNAI, Paulo(orgs.)

A idéia central do texto é:
(A) o problema da calvície masculina.
(B) a impossibilidade de agradar a todos.
(C) a vaidade dos homens.
(D) a insegurança da meia-idade.

Texto 9º ano

TEXTO: MEU IDEAL SERIA ESCREVER... – Rubem Braga
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a  cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa (que não sai de casa), enlutada (profundamente triste), doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!”
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada como o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má-vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário ((autoridade policial) do distrito (divisão territorial em que se exerce autoridade administrativa, judicial, fiscal ou policial), depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa (habitante da antiga Pérsia, atual Irã), na Nigéria (país da África), a um australiano, em Dublin (capital da Irlanda), a um japonês, em Chicago – mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou (introduziu-se lentamente em) por acaso até nosso conhecimento; é divina.”
E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?” – eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história...”
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

INTERPRETAÇÃO DO TEXTO

01) Por que o autor deseja escrever uma história engraçada?
02) Por que ele diz que a moça tem uma casa cinzenta, e não verde, azul ou amarela?
03) Ao descrever um raio de sol, o autor lhe atribui características que, de certa forma, se opõem às da moça. Cite algumas dessas características opostas.
04) Como você interpretaria a oração “que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria”?
05) O autor sonha em tornar mais felizes e sensíveis apenas as pessoas de seu país? Justifique.
06) Relacione as colunas conforme as reações das pessoas diante da história:
(a) moça triste (     ) libertaria os detentos, dizendo-lhes para se comportarem, pois não gostava de
prender ninguém
(b) amigas da moça triste (     ) sentir-se-ia tão feliz que se lembraria do alegre tempo de namoro
(c) casal mal-humorado    ) ficariam espantadas com a alegria repentina da moça
(d) comissário do distrito (     ) concluiria que teria valido a pena viver tanto, só para ouvir uma história tão
engraçada
(e) sábio chinês    ) ficaria feliz e contaria a história para a cozinheira e as amigas
07) Por que o autor não contaria aos outros que havia inventado a história engraçada para alegrar a moça triste e doente? Copie a alternativa correta:
(a) porque, na verdade, a moça triste não existia
(b) por que ele mesmo não achava a história engraçada
(c) por modéstia e humildade
(d) porque não acreditariam que ele fosse capaz de inventar aquela história

08) Afinal, que história Rubem Braga inventou para alegrar e comover tantas pessoas?
09) Na sua opinião, o que mais sensibiliza as pessoas: histórias engraçadas ou dramáticas? Justifique.

Gabarito
meu ideal seria escrever texto e interpretação gabarito

Atividades Para Prova Brasil

TEXTO 01

O Pavão
E considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma.O pavão é um arco-íris de plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.
(BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Rio de Janeiro: Record, 1996, p. 120)
1 - No 2º parágrafo do texto, a expressão: ATINGIR O MÁXIMO DE MATIZES, significa o artista:
(A) fazer refletir, nas penas do pavão, as cores do arco-íris.
(B) conseguir o maior número de tonalidades.
(C) fazer com que o pavão ostente suas cores.
(D) fragmentar a luz nas bolhas d’água.
2 - O poeta compara a beleza das cores do pavão com o Amor. Retire do texto fragmentos que comprovem essa comparação.
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TEXTO 02


No 1º quadrinho, a fala do personagem pode ser substituída por:
(A) “Quer namorar comigo?”
(B) “Você é muito bonita para mim!”
(C) “Você é muito simpática!”
(D) “Você é muito humilde!”

TEXTO 03

Considere o seguinte trecho:
Em vez do médico do Milan, o doutor José Luiz Runco, da Seleção, é quem deverá ser o responsável pela cirurgia de Cafu. Foi ele quem operou o volante Edu e o atacante Ricardo Oliveira, dois jogadores que tiveram problemas semelhantes no ano passado.

O termo “ele”, em destaque no texto, refere-se:
a) ao médico do Milan.
b) a Cafu.
c) ao doutor José Luiz Runco.
d) ao volante Edu.
e) ao atacante Ricardo Oliveira.

TEXTO 04

O cão e o osso

Autor desconhecido

Um dia, um cão, carregando um osso na boca, ia atravessando uma ponte. Olhando para baixo, viu sua própria imagem refletida na água. Pensando ver outro cão, cobiçou-lhe logo o osso que este tinha na boca, e pôs-se a latir. Mal, porém, abriu a boca, seu próprio osso caiu na água e perdeu-se para sempre.

”Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar!”

O texto que você leu é uma fábula e, como toda fábula, tem uma moral, um ensinamento. Qual a moral dessa história? Explique:
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TEXTO 05

O Caracol Invejoso

O caracolzinho sentia-se muito infeliz. Via que quase todos os animais eram mais ágeis do que ele. Uns brincavam, outros saltavam. E ele aborrecia-se debaixo do peso de sua carapaça!
- Vê-se que meu destino é ir devagarinho, sofrendo todos os males! dizia ele, bastante frustrado.
Seus amigos e familiares tentavam consolá-lo, mas nada conseguiam.
- Caracolino, pense que, se a Natureza lhe deu essa carapaça, para alguma coisa foi, disse-lhe a tartaruga, que se encontrava em situação semelhante à dele.
- Sim, claro, para alguma coisa será! Pode explicar-me a razão? perguntava Caracolino, ainda mais chateado por receber tantos conselhos.
Caracolino tornou-se tão insuportável por suas reclamações, que todos o abandonaram. E ele continuava com sua carapaça às costas, cada vez mais pesada para o seu gosto.
Um dia, desabou uma tempestade. Choveu durante muitos dias. Parecia um dilúvio! As águas subiram, inundando tudo. Muitos dos animaizinhos que ele invejara, encontravam-se agora em grandes dificuldades. Caracolino, porém, encontrou um refúgio seguro. Dentro de sua carapaça estava totalmente protegido!
Desde então, compreendeu a utilidade de sua lenta e pesada carapaça. Deixou de protestar, tornando-se um animalzinho simpático e querido por todos.
(Autor Desconhecido)


Por que o Caracolzinho era infeliz?


Caracolino falava sempre que tinha um destino na vida. Qual era ele?


Os amigos de caracolino acabaram por abandoná-lo. Qual foi o motivo?


Um dia um acontecimento mudou o modo de pensar do caracolzinho. O que houve? A que conclusões Carolino chegou?


No final do texto, vemos que Carolino finalmente encontrou a felicidade. Explique:

AVALIAÇÃO DE LINGUA PORTUGUESA

Acentuação


 1. PARA QUE SERVE A ACENTUAÇÃO

A língua escrita necessita, na prática, de certos sinais auxiliares para indicar a exata pronúncia das palavras. Esses sinais acessórios da escrita chamam-se notações léxicas ou sinais diacríticos. Para o caso particular de acentuação gráfica, vamos conhecer melhor o acento.

a) acento agudo;

b) acento circunflexo;

c) acento grave;

d) til;

e) apóstrofo;

f) cedilha;

g) hífen.



2. TIPOS DE ACENTO

A nossa língua dispõe de apenas três acentos gráficos:

a) Acento agudo (´) – Indica que a vogal tônica possui timbre aberto:

relé harém beijá-la amá-la-ás

sapé aloés ádvena beijá-la-ás

refém amá-la ágape álcali

b) Acento circunflexo (^) – Indica que a vogal tônica possui timbre fechado:

âmago têxtil boêmia plêiade

azêmola anêmona Tâmisa brâmane

zênite êxodo êxul trânsfuga

c) Acento grave () – Usado, hoje, apenas para indicar o fenômeno da crase – fusão de “a” (preposição) + “a(s)” (artigo):

Fui à festa.

Chegamos à noite.

Fizemos referência às obras românticas.



Crase também é fusão do “a” (preposição) + o primeiro “a” dos demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo, aqueloutro.

Refiro-me àquele rapaz.

Endereçamos a carta àquela moça.

Prefiro isto àquilo.

Crase também é fusão de “a” (preposição) + “a” (pronome demonstrativo).

Não me refiro a você e sim à que estava doente.

Esta camisa é semelhante à que ganhei no aniversário passado.

d) Aspecto prático – Na prática, existem apenas dois acentos gráficos: o agudo e o circunflexo. Outro detalhe: só existe acento gráfico em sílaba tônica (sobre a vogal), mas nem toda sílaba tônica merece acento gráfico.



Acentuação Gráfica dos Monossílabos

1. MONOSSÍLABO (definição)

Monossílabo é palavra de uma só sílaba. Pode ser átono ou tônico.

a) Átono – É o monossílabo pronunciado tão fracamente na frase que a sua intensidade equivale à de uma sílaba átona. Por isso, não tem autonomia fonética e jamais leva acento gráfico.

Exemplos: de, um, uns, sob, em, sem, dum.

b) Tônico – É o monossílabo cuja intensidade se equipara à de uma sílaba tônica, pois é pronunciado fortemente. Nem todos são acentuados graficamente.

Exemplos: pá, pé, pó, pós, cós, dá-lo, pô-lo, só, sós, nó, nós, trem, bem.



2. MONOSSÍLABOS TÔNICOS ACENTUADOS

Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em:

a) a, as – Pá, pás, Brás, já, lá, má, más; fá-lo-ás, fá-lo-ei, fá-lo-emos, trá-lo-ei, trá-lo-íamos;

b) e, es – Pé, pés, crê, crês, dê, dês, vês, mês; fê-lo, fê-la;

c) o, os – Pó, pós, nó, nós, cós, só, sós, dó, pôs; pô-lo-ás, pô-lo-ei, pô-la-íamos, pô-lo, pô-la.



Acentuação das palavras paroxítonas

1. PAROXÍTONA (definição)

Palavra cuja sílaba tônica é a penúltima.

mesa tórax pudica empresa hifens

série xérox sótão ímã próton

álbum rubrica recorde hífen prótons



2. PAROXÍTONAS ACENTUADAS

Levam acento gráfico todos os vocábulos paroxítonos terminados em “um xirus não lei ditongo ps”.

Essa frase mnemônica (fácil de reter na memória) contém todas as terminações das palavras paroxítonas acentuadas: “um”, “x”, “i”, “r”, “us”, “n”, “ão”, “l”, “ei”, “ditongo oral” e “ps”

Veja, a seguir, as explicações e os exemplos necessários para cada terminação.



a) um, uns – Vale para o singular e para o plural: álbum – álbuns; fórum – fóruns.



b) x – Veja que tórax faz o plural os tórax. Dúplex, tríplex, córtex, xérox, Félix (x = s), fênix (x = s).



c) i – Vale para o singular e para o plural: cáqui – cáquis; táxi – táxis.



d) r – Vale para o singular e para o plural, mas observe: palavras paroxítonas terminadas em “r”, no plural tornam-se proparoxítonas: éter – éteres; revólver – revólveres; hambúrguer – hambúrgueres. Caráter tem plural especial: caracteres.



e) us – Veja que o plural é feito com ajuda do artigo: vírus – os vírus; bônus – os bônus; vênus – as vênus.



f) n – Atenção! Se a palavra paroxítona terminada em “n” fizer o plural em “ens”, a forma plural não será acentuada: hífen – hifens; éden – edens; líquen – liquens; hímen – himens.

Se o plural for feito em “ons”, tanto o plural quanto o singular terão acento gráfico: íon – íons; próton – prótons; nêutron – nêutrons, cátion – cátions.



g) ão – A terminação “ão” vale para o masculino e o feminino, para o singular e o plural: órfão – órfãos; órfã – órfãs; ímã – ímãs; zân-gão – zângãos.



h) l – Vale para o singular e para o plural: réptil – répteis; fóssil – fósseis; jóquei – jóqueis. Veja ainda que répteis e fósseis terminam em ditongo decrescente oral.



i) ei – O encontro vocálico “ei” é ditongo decrescente oral: jóquei – jóqueis; fôreis, amáreis,



j) ditongo – As paroxítonas terminadas em ditongo oral, quer crescente quer decrescente, no singular ou no plural, são sempre acentuadas: água, infância, série, mágoa, nódoa, tábua, sério, rosário.



k) ps – Veja que o plural é feito com a ajuda do artigo: bíceps – os bíceps; tríceps – os tríceps; Quéops.

 
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Acentuação tônica

A acentuação tônica investiga a intensidade com que pronunciamos as sílabas das palavras de nossa língua. Aquelas sobre as quais recai a maior intensidade são as sílabas tônicas; as demais são as sílabas átonas. De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa são classificados em:



oxítonos – são aqueles cuja sílaba tônica é a última:

coração procurar pior ruim sabiá também



paroxítonos – são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima:

álbum estrada desse posso retrato sabia



proparoxítonos – são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima:

amássemos Antártida friíssimo lágrima úmido xícara



Observação:

Para os monossílabos, a classificação é diferente: existem os monossílabos tônicos – pronunciados intensamente – e os monossílabos átonos – pronunciados fracamente. Quando isolado todo monossílabo se torna tônico. Por isso, para diferenciar os tônicos dos átonos e vice-versa, é necessário pronunciá-los numa seqüência de palavras. Observe os monossílabos tônicos destacados:

“Sei que não vai dar em nada,

Seus segredos sei de cor.”



Agora, nos mesmos versos, destacamos os monossílabos átonos:

“Sei que não vai dar em nada,

Seus segredos sei de cor.”



Monossílabos Tônicos: Os monossílabos tônicos serão acentuados, quando terminarem em A, E, O, seguidos ou não de s.

Ex. pá, pás, má, más, vá, lá, já.

pé, pés, mês, rês, Zé, né?

pó, pós, dó, cós, pô!



Oxítonas: São as que têm a maior inflexão de voz na última sílaba. São acentuadas, quando terminarem em A, E, O, seguidos ou não de s, e em EM, ENS.

Ex. corumbá, maracujás, maná, Maringá.

rapé, massapê, filé, sapé.

filó, rondó, mocotó, jiló.

amém, armazém, também, Belém.

parabéns, armazéns, nenéns.



Paroxítonas: São as que têm a maior inflexão de voz na penúltima sílaba. São acentuadas, quando terminarem em UM, UNS, L, ÊEM, PS, X, EI (s), ÃO (s), U (s), ditongo crescente (s), N, ÔO, I (s), R, Ã (s).

Ex. álbum, factótum, médiuns.

ágil, flexível, volátil.

crêem, dêem, lêem, vêem.

fórceps, bíceps, tríceps.

tórax, xérox, fênix.

pônei, vôlei, jóquei.

órgão, órfãos, sótão.

ônus, bônus.

Mário, secretária.

hífen, pólen, gérmen.

vôo, côo, entôo.

táxi, júris.

fêmur, âmbar, revólver.

ímã, órfãs.



Proparoxítonas: São as que têm a maior inflexão de voz na antepenúltima sílaba. Todas as proparoxítonas são acentuadas.